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Área de pesquisa da revista The Economist vê sinais de solidez em bancos do País

Apesar de fracos resultados, instituições continuaram gerando ganhos e mantiveram posições fortes de caixa, diz estudo

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SÃO PAULO – Os três maiores grupos bancários dos Brasil têm reduzido os temores sobre o sistema financeiro do País, divulgando resultados sólidos nos últimos dez dias, conforme estudo publicado pela área de pesquisa do periódico The Economist nesta segunda-feira (18).

Os três – Banco do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC4) e Itaú Unibanco (ITAU4) – relataram aos investidores que seus lucros caíram, os empréstimos estagnaram e as taxas de empréstimos duvidosos subiram no primeiro trimestre.

“Más notícias, com certeza”, assumem os analistas. Mas eles também continuaram gerando ganhos, mantiveram forte posição de capital e permaneceram livres das aflições que seus rivais norte-americanos e europeus têm enfrentado nos últimos meses.

Mercado de capitais e câmbio

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Tanto o real como o mercado de capitais brasileiro vêm se recuperando fortemente nos últimos meses, a partir da profundidade que caíram no ano passado. O País tem compartilhado esta recuperação com a maioria dos outros grandes mercados emergentes.

No entanto, permanecem dúvidas sobre o sistema financeiro brasileiro por conta da queda acentuada do PIB (Produto Interno Bruto) no quarto trimestre de 2008 e um recuo nos empréstimos em fevereiro deste ano, após cinco anos de crescimento tórrido do crédito.

Resultados

O Banco do Brasil, talvez o mais fraco dos três bancos, na visão dos analistas, viu seu lucro líquido cair 29% no primeiro trimestre do ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Apesar do mergulho na rentabilidade, o ROE, do inglês Return On Equity (Retorno sobre o Patrimônio), do BB ficou em 17,9% no período em questão.

As outras duas instituições, por sua vez, relataram resultados semelhantes, mas ligeiramente melhores do que o BB. O Itaú Unibanco, atualmente o maior banco do País, teve uma queda de 28% em seu lucro líquido no primeiro trimestre. Seu ROE situou-se em 23%, superior ao apresentado no trimestre anterior, mas abaixo do verificado no mesmo período do ano passado.

Já o Bradesco viu o lucro líquido cair 18% no primeiro trimestre. Os analistas destacaram ainda que, bancos brasileiros, como muitas outras instituições financeiras, gozavam de um grande impulso do IPO (oferta inicial de ações) da Visa no primeiro trimestre do ano passado.

Cautela

Os bancos brasileiros, como a maioria dos de mercados emergentes, se esquivaram dos impactos da crise subprime. Mas isso não os torna isentos de perdas em empréstimos ruins em função do abrandamento econômico.

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Junto com o crescimento acelerado do crédito nestes países nos últimos anos, o que alguns chamam de bolha, existem receios sobre uma persistente onda de inadimplência entre as empresas e famílias.