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SÃO PAULO – Após reunião realizada no último domingo (25), Arcelor e Mittal encerraram uma novela que já durava mais de cinco meses, chegando a um acordo para a fusão que criará a maior siderúrgica do mundo.
A diretoria da empresa, após estar reunida por mais de nove horas, decidiu aceitar a terceira oferta feita pela Mittal Steel, de € 26,9 bilhões, cerca de cinco vezes superior ao Ebitda, que mede a geração operacional de caixa, da Arcelor.
A oferta anterior da Mittal estava avaliada em € 23,5 bilhões.
Mittal teve de ceder
Para o acordo, a família Mittal teve de ceder em termos de governança corporativa e a nova empresa terá apenas uma classe de ações, todas com direito a um voto.
Outra concessão da Mittal é o veto à venda da canadense Dofasco – recém-adquirida pela Arcelor – à ThyssenKrupp, que estava nos planos pós-fusão da Mittal.
A família Mittal, no entanto, ainda deterá 43% das ações da Arcelor-Mittal e concordou em manter tal participação por, no mínimo 5 anos.
Consolidação deve continuar
A nova empresa, denominada Arcelor-Mittal, terá capacidade para produzir quase 120 milhões de toneladas de aço por ano, mais de 10% do total mundial.
Mesmo sendo mais do que três vezes maior do que a segunda, a Arcelor-Mittal não deve parar por aí com sua estratégia de crescimento por meio de aquisições.
Analistas especulam que, após a Arcelor, o CEO da Mittal Steel, Lakshmi Mittal, poderia estar de olho no mercado siderúrgico japonês.