Aracruz e VCP disparam mais de 12% com perspectivas favoráveis do Goldman Sachs

Ativos lideram com folga os ganhos do Ibovespa em dia de instabilidade; Klabin e Suzano também tem forte avanço

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SÃO PAULO – Em pregão marcado pela instabilidade na renda variável externa, os papéis do setor de papel e celulose voltaram a se destacar entre os ganhos do Ibovespa nesta sessão.

Diante das perspectivas favoráveis do Goldman Sachs, as ações de Aracruz (ARCZ6), VCP (VCPA4) e Suzano (SUZB5) apresentaram expressivas valorizações de 13,57%, 12,03% e 3,51% respectivamente – com as duas primeiras liderando com folga os ganhos do benchmark.

Fundamentando sua análise em sinais de que os preços da celulose estão se recuperando antes do previsto, os analistas do Goldman Sachs elevaram o preço-alvo aos ADRs (American Depositary Receipts) de Aracruz e Klabin.

Cabe lembrar que o rating em escala nacional da Suzano foi reafirmado em “AA-” pela agência de classificação de risco Fitch na véspera, que atribuiu perspectiva estável para a classificação.

Klabin

Os ativos da Klabin (KLBN4) apresentaram ganhos mais tímidos ao longo da tarde diante da divulgação dos resultados referente ao primeiro trimestre deste ano, mas fecharam com expressiva valorização de 7,69% – terceira maior alta do índice.

Na mesma linha, o Ebitda (geração operacional de caixa) somou R$ 180 milhões no três meses encerrados em março, uma redução de 6% na comparação com mesmo período do ano passado, mantendo margem Ebitda (relação percentual entre o Ebitda e a receita líquida) de 25%.

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Por outro lado, a fabricante de papel anunciou que trabalha com a perspectiva de um novo ciclo de expansão de seus negócios a partir de 2015. O plano de crescimento prevê a implantação de uma fábrica de celulose com capacidade de 1,3 milhão de toneladas, prevista para entrar em operação a partir de 2015.