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SÃO PAULO – As bolsas asiáticas fecharam em queda nesta quarta-feira após resultados fracos pressionarem os papéis norte-americanos na sessão anterior. Na Europa, o dia também é de baixa, também repercutindo os resultados corporativos nos EUA, com destaque para os dados decepcionantes da Apple e também da Microsoft, que registrou maior prejuízo de sua
história com baixas contábeis relacionadas à compra da unidade de celulares da Nokia.
No pré-market da Nasdaq, os papéis da Apple caem 6,15%, a US$ 122,71. Pelo 12º trimestre consecutivo a Apple superou a expectativa dos analistas em seu balanço. Neste terceiro trimestre fiscal, a companhia vendeu US$ 31,37 bilhões em iPhones, US$ 6,03 bilhões em iMac e outros US$ 4,5 bilhões de iPads. Mas mesmo assim, as ações da companhia não resistiram e afundaram ontem no after market em Wall Street.
A possível explicação para o pessimismo do mercado fica com a venda do Apple Watch, iniciada em junho. Era esperado que o novo aparelho da companhia vendesse em torno de US$ 1,8 bilhão. Mas nas receitas consideradas “outros” no balanço, onde se inclui o gadget, o resultado chegou a US$ 1,77 bilhão, ficando bem abaixo dos US$ 2,60 bilhões do ano passado. O lucro por ação foi de US$ 1,85, enquanto as vendas totais ficaram em US$ 49,60 bilhões. As ações nos Estados Unidos também caíram com os resultados fracos da IBM e United Technologies.
O índice MSCI que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão recuava 0,9 por cento. O índice japonês Nikkei fechou em queda de 1,2 por cento, quebrando sua sequência de seis dias de alta e afastando-se da máxima de fechamento de quase quatro semanas atingida na terça-feira conforme as notícias sobre a Apple ecoaram em ações relacionadas de tecnologia. Enquanto isso, Xangai subiu 0,22%.
“Como o mercado vinha subindo, essas notícias ruins podem ter um efeito”, disse o analista técnico sênior da Daiwa Securities Hikaru Sato. “Mas o impacto da projeção fraca da Apple não deve persistir”.
Na Europa, além dos EUA, a Grécia também está sendo observada pelos investidores uma vez que o parlamento do país se prepara para votar nesta quarta-feira um segundo conjunto de reformas que são vitais para poder garantir um terceiro pacote de resgate.
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(Com Reuters)