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SÃO PAULO – Cresceram as apostas de um novo corte na taxa básica de juro norte-americana depois do discurso de Ben Bernanke no último dia 29. Como resposta, os investidores buscaram maior exposição nos fundos de ações norte-americanos, que no período de sete dias encerrado em 28 de novembro tiveram captação líquida positiva de US$ 7 bilhões.
Contudo, o otimismo do mercado expresso em uma maior procura por fundos de ações se conteve aos EUA. Junto aos temores com os desdobramentos da crise subprime, a alta dos preços do petróleo, a pressão da desvalorização do dólar e a postura de seus respectivos bancos centrais levaram Japão e Europa a mais uma semana de captação negativa.
No caso do Japão, os resgates superaram as aplicações pela trigésima quinta semana consecutiva. No acumulado de 2007, o saldo negativo dos fundos de ações chega a US$ 16,7 bilhões, montante que representa um quarto do patrimônio líquido total no início do ano.
Títulos e curto prazo
A preferência aos EUA também se manifestou entre os fundos de títulos. Na análise regional, este foi o único mercado no qual os fundos de títulos apresentaram captação líquida positiva na última semana de novembro.
Entre os fundos com saldo superavitário no enfoque global, mais uma vez aparecem os fundos de curto prazo. No período de sete dias com fim em 28 de novembro, a captação líquida ficou positiva em US$ 7,62 milhões. Desde o início de agosto, o ingresso líquido de recursos chega a US$ 115 bilhões.
Emergentes não escapam da fuga de capital
Os fundos de ações de mercados emergentes também não escaparam do movimento de fuga de capital. Mas na percepção da consultoria EPFR Global, que levantou estes dados, o motivo foi o fraco desempenho destes mercados acionários emergentes na última semana de novembro.
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No caso dos emergentes asiáticos, a desvalorização média de 5,49% do portfólio destes fundos no período em questão resultou em captação líquida negativa de US$ 2,47 bilhões. Apesar do deslize semanal, estes fundos de ações são os que acumulam maior valorização em 2007, com retorno de 47,4%.
BRIC: distinguindo entre importadores e exportadores de petróleo
Entre os BRICs (grupo de países formado por Brasil, Rússia, Índia e China), a captação dos fundos de ações ficou deficitária em US$ 81 milhões. Contudo, a EPFR distingue o desempenho destes países entre importadores e exportadores de petróleo.
No caso de China e Índia, importadoras da commodity, os resgates superaram as aplicações em respectivamente US$ 668 milhões e US$ 208 milhões. Entre os exportadores, a Rússia mostrou saldo superavitário modesto, enquanto o Brasil ficou praticamente no “zero a zero”.
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A EPFR ainda destaca que os fundos de ações chineses foram adicionalmente penalizados pelos crescentes temores de “bolha” no mercado acionário do país.