Após vender ações, fundo compara Brasil com Venezuela e Argentina

Após reduzir participação na ELET6, executivo do fundo noruegês Skagen diz interferência do governo para o setor elétrico é uma forma de nacionalização

Usina Hidrelétrica de Tucuruí *** Local Caption *** Comportas abertas da usina de Tucuruí
Usina Hidrelétrica de Tucuruí *** Local Caption *** Comportas abertas da usina de Tucuruí

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SÃO PAULO – Um executivo do fundo noruegês Skagen comparou o Brasil à Venezuela e à Argentina, em entrevista publicada no jornal “Financial Times” no domingo (25), quando comentou sobre as novas medidas implementadas para o setor de energia elétrica por meio da Medida Provisória 579. 

“Vemos isso como uma forma de nacionalização de propriedade, então é mais ou menos o mesmo que vimos na Venezuela ou Argentina”, disse Falnes.

As medidas anunciadas pelo governo tem impactado negativamente as ações da Eletrobras, que chegaram a registrar queda de 20% no pregão do dia 21 de novembro. Com a derrocada dos papéis nos últimos meses e apesar da recuperação nos últimos pregões, as ações da estatal acumulam perdas de 65% no ano. 

Diante disso, os fundos geridos pela Skagen reduziram participação na Eletrobras (ELET3; ELET6) de 15,22% para 14,82% do total de ações preferenciais classe B. Segundo a Skagen, o total de preferenciais classe B da Eletrobras detidos por seus fundos passou de 40.396.346 para 39.338.346 após a venda de papéis em bolsa.