Após valorização recente, Citi corta recomendação do Chile e eleva México

Analistas não veem bolha se formando nos ativos da região, mas classificam Brasil como um dos mercados mais caros

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SÃO PAULO – Em seu mais recente relatório de estratégia para a América Latina, o Citigroup elevou a recomendação para as ações do México para “overweight” (acima da média do mercado). O target para a bolsa mexicana no final de 2010, contudo, permanece em 35 mil pontos.

Além disso, o Citi afirmou que não acredita que os ativos da região ou os mercados emergentes estejam formando uma bolha, como muitos investidores temem.

México e Chile
De acordo com os analistas, os papéis mexicanos oferecem valuations atrativos e devem se beneficiar da recuperação da economia norte-americana, um baixo beta de sua moeda e um adiamento da elevação das taxas de juro até setembro. Além disso, o Citi aponta que os administradores de fundos de pensão estão entrando no mercado em suportes importantes.

Por outro lado, a recomendação para as ações chilenas foi cortada para “underweight” (abaixo da média do mercado). O país, segundo o Citi, desde novembro acumula performance 16% melhor do que o restante da região.

Brasil e setores
O Brasil é classificado pelo Citi como um dos mercados mais caros no momento – o mesmo é dito sobre o Peru. Entretanto, os analistas afirmam que é tarde demais para vender ações brasileiras, e mantêm a recomendação “overweight” para os ativos brasileiros. Entre as recomendações, o banco adicionou a AmBev (AMBV4) a sua lista principal, e retirou os papéis da Ultrapar (UGPA4) e Telemar Norte Leste (TMAR5).

Segundo a equipe do banco norte-americano, o setor mais atraente na região – considerando a performance histórica – é o de bens de consumo duráveis. “Industrial, financeiro e bens de consumo como bebidas, alimentos e tabaco são os setores mais caros no momento”, afirmaram os analistas.