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SÃO PAULO – O Ibovespa mostra grande recuperação no início da tarde desta quinta-feira (20). Após chegar a atingir recuo de 4,10% pela manhã, o índice operava com queda de 1,57% às 15h30 (horário de Brasília), aos 47.497 pontos. Mesmo com o pessimismo, diversos papéis conseguem voltar a operar em alta após o susto da manhã, com destaque para empresas com perfil exportador, que são ajudadas pela forte alta do dólar desde o início do mês.
As duas maiores altas do benchmark ficam com os ativos da Fibria (FIBR3) e da Suzano (SUZB5), que avançam 3,46% e 2,73%, respectivamente, cotadas a R$ 24,79 e R$ 7,91. Ambas as companhias possuem um perfil mais voltado para a exportação de celulose, ao contrário da Klabin (KLBN4, R$ 10,39, -3,17%), que acaba perdendo a preferência dos investidores nesse momento.
No pior momento do pregão, as ações da Fibria foram as que mantiveram melhor desempenho dentre as ações do índice, atingindo recuo mínimo de 1,71%, a R$ 23,55. Quando o assunto é a máxima atingida, a companhia também se mantém em primeiro lugar, chegando a avançar 6,18%, cotada a R$ 25,44. Na semana, os ativos da Fibria acumulam ganhos de quase 12%, enquanto o Ibovespa atinge recuo de 4% no mesmo período.
A Suzano também ficou entre os melhores desempenhos mesmo no momento negativo, atingindo queda de 2,47%, aos R$ 7,51, enquanto na semana a valorização chega a 8,63%. O pessimismo do mercado nesta sessão faz com que o dólar opere com forte alta de 1,83%, atingindo R$ 2,2611 na venda, favorecendo cada vez mais essas empresas.
OGX ganha forças após cancelamento de OPA da CCX
Entre as ações do Grupo EBX no Ibovespa, de Eike Batista, destaque positivo para a OGX Petróleo (OGXP3), que mesmo atingindo mínima de 3,85%, a R$ 0,75 durante a sessão, conseguiu se manter estável no momento em que 69 das 71 ações do índice registravam queda. Neste início de tarde, os ativos da companhia operam com valorização de 1,28%, cotado a R$ 0,79.
Por outro lado, os outro dois ativos de companhias de Eike no índice operam no negativo nesta tarde. A LLX Logística (LLXL3) recua 4,85%, a R$ 0,98, após atingir mínima de R$ 0,91, com recuo de 11,65%, enquanto a MMX Mineração (MMXM3), após cair 10,40%, vê suas ações se desvalorizarem 4,00%, cotadas a R$ 1,20.
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Fora do índice, as atenções ficam com a CCX Carvão (CCXC3), que despencam 42,19%, cotadas a R$ 0,74, após Eike Batista anunciar na noite da véspera o cancelamento da OPA (Oferta Publica de Aquisição) para fechamento de capital da companhia. Em comunicado enviado ao mercado, o megaempresário destacou que “o atual cenário de crescente deterioramento das condições do mercado acionário brasileiro” não representa um bom momento para o fechamento de capital.
Vale fica volátil com influência de China e dólar
Se por um lado a alta do dólar ajuda favorece a Vale (VALE3; VALE5) por suas exportações, a preliminar do PMI da indústria na China prejudica bastante os negócios da mineradora, já que o gigante asiático é um dos maiores mercados da commodity.
Os dados da indústria chinesa seguem indicando queda no crescimento do país ao registrarem 48,3 pontos em julho, ante expectativa de 49,4 e 49,2 apontados no mês anterior. “Isso sinaliza o fechamento de mais um trimestre de decepção com o crescimento econômico chinês”, comenta Daniel Cunha, da equipe econômica da XP Investimentos.
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Com os dois fatores apontando para lados opostos, os ativos da companhia ficam voláteis, operando próximos da estabilidade. As ações ordinárias caíam 0,59%, a R$ 30,53, enquanto as preferenciais caem 0,98%, para R$ 28,22. No pior momento da sessão, ambos os papéis chegaram a recuar 3,4%.
Imobiliárias seguem em rumos diferentes
O pessimismo do mercado segue castigando as ações do setor imobiliário, que operam em sua maioria no campo negativo. As ações da Gafisa (GFSA3) registram queda de 3,45%, a R$ 2,80, sendo que mais cedo elas chegaram a se desvalorizar 8,28%, para R$ 2,66.
Seguindo as quedas, a Rossi (RSID3, R$ 2,84, -5,65%) e a Brookfield (BISA3, R$ 1,42, -3,40%) também operam com queda. Já a Cyrela (CYRE3) registra leve queda de 0,32% nesta tarde, cotada a R$ 15,61.
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Com mais forças que seus pares, a PDG Realty (PDGR3), após chegar a cair 4,37%, a R$ 1,97, opera com valorização de 0,49%, cotada a R$ 2,07.
Setor elétrico em queda
Ainda entre as quedas, o setor elétrico também se destaca negativamente. Nesta tarde, os ativos da Cesp (CESP6, R$ 19,14, -3,77%), Cemig (CMIG4, R$ 19,31, -4,55%), Eletrobras (ELET3, R$ 4,66, -2,92%; ELET6, R$ 8,64, -4,42%) e Copel (CPLE6, R$ 31,20, -3,76%) registram perdas acima de 3%.
Pouco atrás ficam ainda as ações da Light (LIGT3), que caem 1,72%, a R$ 15,43, enquanto a Eletropaulo (ELPL4) recua 2,13%, a R$ 6,43.
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Embraer já sobe 12,7% na semana
Uma das poucas empresas do Ibovespa que não vem sofrendo com o atual pessimismo do mercado é a Embraer (EMBR3), que além de ser favorecida pela alta do dólar – que ajuda nos contratos de venda realizados pela empresa -, também passa por uma semana importante com o evento Paris Air Show.
No início da semana, a Embraer anunciou diversos contratos de vendas de seus produtos, além da nova geração de seus E-Jets, o que segura o ânimo em relação à empresa. Nesta quinta, os papéis registram ganhos de 0,81%, a R$ 21,12, mas já acumula valorização de 12,64% desde o início da semana.