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SÃO PAULO – Após operar em alta durante toda a manhã, o Ibovespa virou para o negativo logo após a divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos trazer dados melhores que o esperado pelo mercado, o que pode levar o Federal Reserve pode dar início à retirada gradual de estímulos na economia norte-americana.
Porém, o índice logo voltou a registrar ganhos. Às 11h51 (horário de Brasília), o índice registrava alta de 0,69%, a 51.136 pontos, acompanhando os ganhos dos índices futuros das bolsas norte-americanas e a recuperação dos mercados europeus, uma vez que os mercados já estavam precificando um número positivo vindo dos EUA.
A economia norte-americana criou 203 mil postos de trabalho em novembro, acima das previsões do mercado, de 180 mil, revelou o relatório de emprego no final da manhã desta sexta-feira (6). Com isso, a taxa de desemprego caiu para 7%, ante expectativa de queda para 7,2%.
Em destaque também, está o discurso do presidente do Fed da Philadelphia, Charles Plosser, que destacou que o relatório de emprego foi positivo e acredita em um crescimento de 3% da taxa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para 2014.
Nesta sessão, destaque ainda para o front econômico nacional, com a divulgação dos dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de novembro, que mostrou leve desaceleração da inflação em novembro, passando para 0,54% ante 0,57% no mês anterior, abaixo do esperado pelo mercado. Assim, o IPCA acumulado no ano foi para 4,95%, ainda abaixo do teto da meta estipulado pelo governo para este ano. Já o acumulado nos últimos doze meses ficou em 5,77%, abaixo dos 5,84% relativos aos doze meses anteriores.
Entre as maiores altas do índice, está a LLX (LLLXL3), com ganhos de 3,26%, a R$ 0,95, após a conclusão do aumento de capital, seguida pela Energias do Brasil (ENBR3, R$ 12,09, +2,63%), cuja controladora vendeu 50% de suas hidrelétricas no Brasil à parceira chinesa CTG. As ações da Cemig (CMIG4, R$ 18,87, +2,33%) também registram ganhos após o anúncio do pagamento de juros sobre o capital próprio, enquanto a BM&FBovespa (BVMF3, R$ 11,03, +3,46%) registra movimento de recuperação após a queda de 4,57% na véspera depois de ter um recurso negado de cobrança da Receita no valor de R$ 410 milhões.
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Bolsas asiáticas e europeias
As bolsas asiáticas passaram grande parte do pregão desta sexta-feira (5) em “estado de espera”, conforme a tensão se elevava antes dos dados de emprego dos Estados Unidos que podem definir uma iminente redução no estímulo norte-americano.
Os custos de empréstimo do governo desde o Japão até a Austrália atingiram novas máximas por causa da agitação de que o Federal Reserve, banco central dos EUA, pode começar a reduzir suas compras mensais de dívida de US$ 85 bilhões ao mês na reunião de política em 17 e 18 de dezembro.
O índice japonês Nikkei pelo menos conseguiu se sustentar após fortes quedas nos dois dias anteriores. O índice fechou em alta de 0,81% nesta sexta-feira, superando o resto da Ásia. A bolsa de Xangai teve queda de 0,44% com a China estabelecendo o iuan em máxima recorde, continuando a lenta apreciação da moeda.
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Já na Europa, o dia é de recuperação após cinco dias de perdas, com destaque para o alemão DAX, com alta de 0,56% às 07h55 (horário de Brasília). Além do relatório de emprego, o mercado ainda digere as reuniões de política monetária realizadas na véspera pelo BCE (Banco Central Europeu) e pelo BoE (Bank of England), com destaque para a fala do presidente da autoridade monetária europeia Mario Draghi, que afirmou ainda estar preocupado com a economia do continente.
Ainda no noticiário econômico, destaque para a elevação das perspectivas de crescimento da Alemanha pelo Banco Central do país, esperando uma alta de 0,5% da atividade este ano e de 1,7% no ano que vem, ante estimativas anteriores de 0,3% e 1,5%, respectivamente. Ainda no país, matéria do jornal Handelsblatt afirmou que o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, deve convocar uma reunião nesta sexta-feira com autoridades da União Europeia em Berlim para discutir bancos em dificuldades.