Após suspiro, Ibovespa volta a operar em queda com destaque para Vale

Em meio às tensões políticas em Portugal e no Egito, índice brasileiro caminha para 4º dia de queda; ações da Vale oscilam nesta sessão

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SÃO PAULO – Após abrir o pregão em queda e chegar a cair 0,92%, a 44.810 pontos, o Ibovespa virou e chegou a operar no terreno positivo por alguns instantes, impulsionado pela virada das ações da Petrobras (PETR3;PETR4) e da Vale (VALE3;VALE5), mas logo voltou a cair com nova baixa dos ativos da mineradora.

Na cotação das 11h07 (horário de Brasília) o índice apresentava queda de 0,39% a 45.051 pontos, intensificando as perdas da sessão anterior, quando teve seu pior desempenho diário desde 22 de setembro de 2011 (-4,24%), fechando no seu menor desde 22 de abril de 2009. No ano, o índice já acumula queda de 26,10%.

A trajetória declinante segue a os mercados internacionais, que operam em baixa em meio às crises políticas egípcia e portuguesa e aos dados do PMI de serviços da China. O mesmo PMI referente ao Brasil e à Europa, assim como dados de emprego nos EUA, também repercutem nas bolsas. Por falar em Estados Unidos, o pregão por lá fechará hoje às 14h, horário de Brasília, por conta do feriado de Dia da Independência que será comemorado amanhã, dia em que os mercados norte-americanos permanecerão fechados.

Mundo X em nova queda
Entre as quedas do Ibovespa, aparecem novamente as empresas do Grupo EBX, com OGX Petróleo (OGXP3, R$ 0,37, -17,78%), MMX Mineração (MMXM3, R$ 1,03, -6,36%) e LLX Logística (LLXL3, R$ 0,72, -8,86%).

Também no terreno negativo, as ações da Vale (VALE3, R$ 28,44, -0,21%; VALE5, R$ 25,95, -0,57%) caem, após chegarem a subir 0,49% e 0,15%, respectivamente.

Na ponta positiva, destaque para Petrobras (PETR3, R$ 14,52, +2,69%; PETR4, R$ 15,61, +1,43%) e JBS (JBSS3, R$ 6,71, +2,44%).

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EUA: feriado e indicadores de emprego
Nos EUA, as bolsas fecharão hoje às 13h do horário local – ou 14h, horário de Brasília – devido ao feriado de Dia da Independência que será comemorado amanhã. Com isso, diversos indicadores foram antecipados para esta sessão. É o caso do ADP Employment, que mostrou que foram criados 38 mil empregos a mais do que o esperado em junho.

Tradicionalmente divulgado às quartas-feiras, Initial Claims, que mede o número de pedidos de auxílio-desemprego no país semanalmente ficou praticamente em linha com o esperado, com 343 mil novas solicitações. Os dados de emprego serão observados com cuidado, uma vez que o setor de trabalho é um dos mais analisados pelo Federal Reserve para aferir o andamento da economia norte-americana.

Por fim, os investidores também terão os resultados da balança comercial de maio e o ISM Services de junho, responsável pela mensuração do nível de atividade não-industrial do país.

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Crises políticas em Portugal e Egito
As desavenças políticas em Portugal derrubam os índices acionários da região. No início desta semana, Vitor Gaspar, então ministro das Finanças do país renunciou. Menos de 24 horas depois, o ministro de Relações Exteriores, Paulo Portas, também anunciou que quer deixar o ministério, insatisfeito com a continuidade das políticas de austeridade e com a escolha de Maria Luís Albuquerque para o cargo deixado por Gaspar, mas o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho disse não aceitar a renúncia do chanceler.

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, avaliou a situação portuguesa como delicada e disse que o país tem que agir rapidamente para reconquistar sua estabilidade política ou corre o risco de prejudicar a recuperação econômica. Vale mencionar que a bolsa portuguesa opera hoje com queda de mais de 5%.

Já no Egito, as tensões continuam em pauta, uma vez que o presidente Mohammed Morsi recusa-se a renunciar ao cargo, apesar dos clamores populares e da pressão de diversas entidades internacionais e do exército local. Na segunda-feira, os militares deram um ultimato de 48 horas para o presidente resolver a crise política que assola o país. O fim do prazo pode levar a mais confrontos violentos. A região preocupa os investidores uma vez que pode uma guerra civil lá pode influenciar na oferta de petróleo, contribuindo para a alta de mais de 2% no preço dos contratos futuros da commodity.

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PMI chinês, europeu e brasileiro
Na Ásia, os principais índices acionários caem após a divulgação na véspera, dos dados do PMI de serviços chinês. O indicador “oficial” do setor não-manufatureiro caiu para 53,9 em junho, ante 54,3 registrados no mês anterior, registrando seu menor patamar em nove meses.

Na Europa, a divulgação de PMIs de serviços chamam a atenção no continente, com 45,8 na Itália e 48,3 na zona do euro – os dois com valores abaixo do esperado e da marca que separa contração de expansão. Na Espanha, o PMI ficou em linha com as expectativas, com 47,8, mas ainda abaixo de 50, indicado contração.

Por aqui, o PMI de serviços apresentou leve queda em relação ao mês anterior. Em junho, o índice registrou 51,1, ante 51,2 em maio. O resultado apresenta modesta expansão do setor, impulsionado principalmente por volume de novos negócios, diz o HSBC.