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SÃO PAULO – Em dia de continuidade das quedas da véspera, o Ibovespa volta a intensificar suas perdas na tarde desta terça-feira (9), após um lapso de otimismo dos investidores fazer o índice quase zerar, repercutindo com certo atraso a divulgação da ata do Fomc (Federal Open Market Committee) às 15h (horário de Brasília). Às 15h57, o benchmark da bolsa brasileira apresentava recuo de 1,27%, a 50.973 pontos, puxado pela forte queda das companhias do setor elétrico e uma nova correção das ações das estatais. Com isso o Ibovespa volta a se descolar do movimento das bolsas americanos, cujos principais índices registram altas próximo a 1%.
O relatório da reunião que culminou mais uma redução na política de estímulos do Federal Reserve – passando para uma injeção mensal de US$ 55 bilhões na maior economia do mundo, via compra de títulos públicos – deu novas pistas sobre os passos a serem tomados pela autoridade monetária sobre a taxa de juros americana. Nas próximas reuniões, o Fomc deverá olhar para várias métricas dentro da economia para decidir se um aumento se justifica.
Vale lembrar que anteriormente o BC americano tinha indicado que uma queda na taxa de desemprego poderia desencadear o início das elevações da taxa, desde que acompanhados de uma taxa de inflação de 2,5%. Mas, com o número de desempregados se aproximando do alvo e a inflação ainda em baixa, tal metodologia política foi alterada.
Também mostrou reação à ata do Fomc o dólar, que, após indicar valorização ante o real até o começo da tarde, virou para queda significativa. No entanto, assim como o Ibovespa, a moeda americana freou recuperação e no mesmo horário apresenta leve desvalorização de 0,19%, cotada a R$ 2,1988 na venda, depois de registrar perdas de 0,5% minutos antes.
Mais informações em breve.