Após sucessivas quedas, bolsas contrariam indicadores e mostram alta

PIB do Japão e NY Empire State Index estão entre referêncais negativas do dia; cautela permanece e risco-País sobe

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SÃO PAULO – A despeito de novos números preocupantes trazidos por algumas das principais economias do mundo, as bolsas mostram leves trajetórias de alta nesta segunda-feira (16), em sinal de ajuste do mercado frente às sucessivas desvalorizações recentes.

O PIB (Produto Interno Bruto) japonês cresceu 0,4% no segundo trimestre de 2010 em termos anualizados, bem abaixo da expansão superior a 2,0% prevista pelos analistas, cedendo o posto de segunda maior economia do mundo à China. A notícia impactou o desempenho do índice Nikkei, mas em contrapartida, traz ânimo ao mercado de commodities.

Nos EUA, o NY Empire State Index, que mede o nível da atividade industrial na região de Nova York, marcou 7,1 pontos em agosto, abaixo das estimativas dos analistas que previam 7,5 pontos. Por sua vez, a confiança das construtoras norte-americanas registrou em agosto seu menor patamar em 17 meses, segundo dados da NAHB (National Association of Home Builders) e Wells Fargo.

Por aqui, entre tantos eventos da agenda doméstica, destaque ao Relatório Focus, que revelou nova queda nas projeções do mercado para o PIB brasileiro em 2010. O plano econômico, no entanto, divide atenções com o corporativo, tomado de anúncios de balanços trimestrais, entre eles os do Banco do Brasil, Bradespar e JBS.

Ibovespa em alta
O Ibovespa apresenta alta de 0,69% nesta tarde e atinge 66.724 pontos. O volume financeiro é de R$ 6,446 bilhões.

O principal destaque positivo fica com as ações Braskem PNA (BRKM5), que registram valorização de 3,16% e são cotadas a R$ 14,05. Apesar dessa variação, a baixa acumulada desde o início do ano chega a -0,21%.

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Por outro lado, o pior desempenho fica com os papéis Gol PN N2 (GOLL4), que são cotados a R$ 24,50 e apresentam forte baixa de 5,77%.

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 BRKM5 Braskem PNA 14,05 +3,16 -0,21 8,26M
 CYRE3 Cyrela Realty ON 22,64 +3,14 -5,47 28,32M
 TAMM4 TAM PN N2 37,32 +3,09 +3,20 423,73M
 MMXM3 MMX Miner ON 12,55 +2,87 +25,31 20,30M
 AMBV4 AmBev PN 186,69 +2,58 +8,06 28,61M

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 GOLL4 Gol PN N2 24,50 -5,77 -3,01 43,93M
 JBSS3 JBS ON 8,00 -4,76 -13,88 26,00M
 CSAN3 Cosan ON 23,58 -1,63 -6,04 8,38M
 VIVO4 Vivo Part PN 42,39 -1,46 -18,79 17,89M
 BRFS3 BRF Foods ON 23,05 -1,41 +1,85 35,99M

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)

Treasuries e petróleo
A despeito do leve movimento de alta das bolsas em Wall Street, a forte cautela que segue presente faz com que o rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano, principal referência de juro a longo prazo nos EUA, opere em queda, pressionando positivamente seu preço. Já o risco-país sobe 5 pontos-base, a 201 pontos.

No mercado de commodities, a segunda-feira traduz-se como um dia sem tendência uniforme nas trajetórias das cotações, com investidores divididos entre os indicadores norte-americanos e o otimismo chinês. O petróleo é negociado em Nova York em leve recuo de 0,12%, cotado a US$ 75,43 o barril, ao passo que o cobre sobe 0,99% em Londres.

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Câmbio e renda fixa
Por sua vez, o dólar comercial mantém o movimento de queda observado desde a abertura de suas negociações. Por volta das 14h15, a moeda norte-americana era cotada a R$ 1,757, uma desvalorização de 0,85%.

Do câmbio à renda fixa, as taxas dos contratos de DI futuro negociadas na BM&F Bovespa também trilham trajetória predominantemente negativa, motivada sobretudo pela redução das expectativas do mercado para o desempenho econômico brasileiro este ano.