Resumo da Bolsa

Após subir mais de 1%, Ibovespa fecha no zero à espera do Datafolha; dólar perde os R$ 4,10

Índice chegou a abrir com fortes ganhos seguindo a disparada da semana passada, mas passou a ter bastante volatilidade durante a tarde de olho no cenário eleitoral

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SÃO PAULO – Após chegar a subir mais de 1%, o Ibovespa passou a ter forte volatilidade na tarde desta segunda-feira (10) de olho no cenário externo, onde os índices fecharam entre leves perdas e ganhos, e também na divulgação de pesquisas eleitorais. Com isso, o mercado deixou para trás os ganhos de quinta-feira após o atentado contra o candidato Jair Bolsonaro.

O benchmark da bolsa brasileira fechou com leve alta de 0,03%, aos 76.436 pontos, após subir 1,15% na máxima do dia. O volume financeiro ficou em R$ 8,533 bilhões. O dólar comercial, por sua vez, recuou 0,26%, cotado a R$ 4,0935 na venda. Já o dólar futuro com vencimento em outubro deste ano teve alta de 0,72%, a R$ 4,098, recuperando a forte queda de quinta após o ataque contra Bolsonaro, quando caiu mais de 2%, se descolando do mercado à vista.

Mais cedo o mercado reagia positivamente também ao desempenho dos ADRs (American Depositary Receipts) durante o feriado e à mais recente pesquisa eleitoral – FSB/BTG Pactual – a primeira após o atentado contra Bolsonaro. Assim, o noticiário político segue dando o tom.

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O atentado contra Bolsonaro é visto pelo mercado como um fator para enfraquecimento da esquerda. Assim, os investidores repercutem de forma positiva a subida do candidato do PSL nas pesquisas – a exemplo do que ocorreu com o levantamento FSB/BTG Pactual, divulgado nesta segunda-feira, e que apontou o deputado subindo de 26% para 30% nas intenções de voto estimulada.

Enquanto isso, Ciro Gomes (PDT) aparece em segundo lugar com 12%; já Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT) estão embolados na terceira posição com 8% dos votos cada (confira a pesquisa clicando aqui). Nesta segunda, após o fechamento do mercado, está prevista a divulgação da pesquisa Datafolha feita também nesta segunda-feira. 

Conforme destaca a equipe de análise da XP Política, Bolsonaro tem chance de reconfigurar sua campanha conforme quiser e, por alguns dias, o candidato será o principal tópico na mídia, e somente depois haverá acomodação. Assim, o ritmo de “ataque” das outras campanhas será ditado pelo quadro de saúde do candidato. “A visão é que ficou mais difícil para seus adversários disputarem as eleições contra ele em termos simbólicos e táticos”, avalia a XP Política.

Está no radar dos investidores outra pesquisa, do Datafolha, que deve ser coletada ao longo do dia e divulgada às 19h. “O maior temor neste momento é quem será o opositor de Bolsonaro, já que este está praticamente garantido no segundo turno. A pesquisa BTG ainda mostra elevado índice de rejeição ao candidato do PSL e a soma dos candidatos à esquerda (Marina, Ciro e Haddad) é praticamente a mesma do ex-capitão. Além disto, Alckmin patina nos seus 8% e a campanha do tucano recua dos ataques à Bolsonaro”, observa José Faria Júnior, diretor da Wagner Investimentos.

Atenção ainda para mais reveses sofridos por Lula na Justiça Eleitoral. O ministro Luís Roberto Barroso, vice-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), reforçou no domingo (9), a proibição do uso do nome do petista como candidato ao cargo de presidente. Além disso, a direção do PT vai convocar reunião para terça-feira (11), em Curitiba, data limite para a substituição de Lula na corrida presidencial. Na ocasião, o nome de Fernando Haddad (PT) deve ser alçado à cabeça de chapa. 

No exterior, os investidores seguem tensos com a possibilidade de os Estados Unidos taxarem os produtos chineses. Na sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump disse que as tarifas de US$ 200 bilhões podem “ocorrer muito em breve”.

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Destaques de ações
A Bradespar chamou atenção na ponta positiva após o Itaú BBA iniciar a cobertura das ações da companhia com recomendação “outperform” (acima de média do mercado, o equivalente a compra) e preço-alvo de R$ 36,50 ao fim de 2019, um potencial de alta de 20,3%. Segundo os analistas, o acordo entre a Bradespar, Litel e Elétron poderia encerrar uma disputa de 10 anos e levar a um aumento de 20% em relação aos valores atuais da ação.

As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód.AtivoCot R$% Dia% AnoVol1
 QUAL3 QUALICORP ON15,99+4,10-46,5456,60M
 BRAP4 BRADESPAR PN31,44+3,59+13,47110,78M
 CIEL3 CIELO ON14,50+2,69-36,8464,87M
 CSNA3 SID NACIONALON8,54+2,28+1,9149,55M
 RADL3 RAIADROGASILON75,67+1,91-17,2271,19M

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód.AtivoCot R$% Dia% AnoVol1
 FLRY3 FLEURY ON24,24-4,90-15,3048,41M
 SMLS3 SMILES ON46,80-4,27-35,1141,51M
 SUZB3 SUZANO PAPELON52,77-3,03+183,71213,38M
 BRKM5 BRASKEM PNA59,80-3,02+45,50109,19M
 CCRO3 CCR SA ON9,09-2,99-42,7955,58M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:

 CódigoAtivoCot R$Var %Vol1Vol 30d1Neg 
 PETR4 PETROBRAS PN N219,26+1,421,12B1,05B43.244 
 BBDC4 BRADESCO PN EJ28,55+0,39596,79M333,63M33.938 
 VALE3 VALE ON53,22-0,49496,40M737,63M19.842 
 BBAS3 BRASIL ON28,93-1,36408,58M345,50M28.694 
 ITUB4 ITAUUNIBANCOPN ED42,71+0,26366,25M498,50M18.883 
 MGLU3 MAGAZ LUIZA ON121,86-2,67236,95M202,74M9.313 
 PETR3 PETROBRAS ON N222,20+1,28234,02M202,89M12.950 
 ABEV3 AMBEV S/A ON18,29-0,16216,34M289,68M18.735 
 SUZB3 SUZANO PAPELON52,77-3,03213,38Mn/d15.689 
 B3SA3 B3 ON21,88+0,18141,64M191,77M17.785 

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)
IBOVESPA

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