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SÃO PAULO – Após ter operado em alta durante boa parte da sessão, o dólar comercial inverteu a trajetória e fechou em leve queda nesta quinta-feira, pela quinta sessão consecutiva.
Analistas afirmaram que os grandes bancos e empresas com vencimentos a liquidar aproveitaram-se do atual baixo patamar da moeda norte-americana para comprar dólares, fato que impulsionou a moeda durante boa parte da sessão, no entanto, os ingressos de recursos no fim do dia derrubaram a moeda.
Tendência de queda
O mercado acredita que a tendência do dólar, de fato, ainda é de queda, caso o fluxo se mantenha positivo e o Banco Central não volte a intervir nas negociações no mercado de câmbio. É válido observar que a autoridade monetária não atua comprando dólares desde o dia 17 de março e há oito semanas não realiza leilão de swap cambial.
Para analistas, o dólar pode “testar” a barreira dos R$ 2,45, caso este cenário se mantenha. No entanto, lembram que a baixa cotação da divisa pode motivar o BC a voltar a comprar dólares ou a promover os leilões de swap invertidos.
Fluxo positivo
Na última quinta-feira, foram anunciados os dados do fluxo cambial referente ao mês de abril. No período, o saldo ficou positivo em US$ 531 milhões, basicamente em função do resultado comercial brasileiro. No mês passado, as exportações superaram as importações em US$ 3,507 bilhões, fato que contribui para a queda do dólar frente ao real.
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Além disso, a operação entre o grupo Pão de Açúcar e o Casino, anunciada na sessão anterior, traz uma perspectiva de novos ingressos de capitais no país. Pelo acordo, o Pão de Açúcar transferirá ao Casino o equivalente a 20,3 bilhões de ações ordinárias da CBD e receberá US$ 200 milhões e mais R$ 1,029 bilhão.
Dólar volta a cair
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,4630 na compra e R$ 2,4660
na venda, leve baixa de 0,04% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,7700, representando um ágio de 12,46%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 2,45% em maio, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 7,05%.
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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho
encerrou o dia cotado a R$ 2.489,
leve baixa de 0,12% em relação ao fechamento
de R$ 2.492
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, fechou em alta de 0,28%,
atingindo R$ 2.531 frente
à R$ 2.524 do fechamento de
quarta-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,87% para julho de 2005, com queda de 0,07 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2006, encerrou a 3,77%, com queda de 0,05 ponto percentual em relação ao valor de ajuste da sessão anterior.
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