Após sete altas consecutivas, dólar fechou em queda, sem atuação do BC

Mercado permaneceu bastante volátil ao longo da sessão; acredita-se que o teto para o BC seja próximo de R$ 3,00

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SÃO PAULO – O dólar fechou em queda nesta terça-feira, refletindo o cenário um pouco mais positivo, com o risco Brasil em queda. Nesta semana o Banco Central não realizou ainda nenhuma intervenção, contrariando as expectativas do mercado, que acreditava que a autoridade iria realizar leilões todos os dias, com exceção em datas de vencimento de dívidas cambiais.

O câmbio abriu em alta, porém a ausência de atuação do BC arrefeceu a demanda por dólares, que acabou cedendo e fechando em baixa. Portanto, apesar da maior volatilidade do dólar, a moeda norte-americana fechou em queda, após sete sessões sem apresentar baixa.

O mercado também aguarda nesta sessão a decisão do BC sobre a rolagem da dívida cambial de US$ 1,136 bilhão em títulos cambiais e contratos de swap que vence no dia 11.

Dólar fecha em baixa

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,9150 na compra e R$ 2,9180
na venda, forte baixa de 0,85% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,9920, representando um ágio de 2,64%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 0,44% em fevereiro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.

No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 0,55%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março
encerrou o dia cotado a R$ 2.943,
forte baixa de 0,89% em relação ao fechamento
de R$ 2.970
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em abril, por sua vez, fechou em baixa de 0,40%,
atingindo R$ 2.991 frente
à R$ 3.003 do fechamento de
segunda-feira.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,83% para março de 2004, baixa de 0,07 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.

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Já o contrato de maior liquidez, referente a julho de 2004, encerrou a 2,05%, baixa de 0,21 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.