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SÃO PAULO – Os resultados das empresas de telefonia móvel no segundo trimestre do ano, somados a melhores expectativas para a economia brasileira, levaram os analistas do Morgan Stanley a revisar positivamente as estimativas e preços-alvo para os papéis de Vivo e TIM.
Com as alterações e a adoção de estimativas para o final de 2010 e não mais de 2009, o preço-alvo para os ADRs (American Depositary Receipts) da Vivo Participações foram elevados de US$ 24,00 para US$ 32,00, enquanto os da TIM Participações passaram de US$ 14,00 para US$ 24,00. As recomendações, entretanto, foram mantidas em overweight e underweight, respectivamente.
Vivo
A preferência do Morgan Stanley pelos papéis da Vivo têm fundamento na alta qualidade da base de clientes, o que leva a margens operacionais mais altas do que a média. Dessa forma, a expectativa do banco é que a empresa mantenha a margem Ebitda (que mede a relação entre geração operacional de caixa e receita líquida) em torno de 30% em 2009, acima dos 23% esperados para a TIM.
Além disso, a recomendação overweight se deve principalmente ao valuation atrativo da empresa. Considerando as estimativas para 2010, a empresa é negociada com um múltiplo P/L (relação entre preço das ações e lucro projetado) de 10,6 vezes e yield de fluxo de caixa livre de 16,8%.
Por fim, o banco acredita que a Vivo “provavelmente definirá uma política de dividendos consistente no final do ano ou no início de 2010, já que ela está gerando um forte fluxo de caixa e a folha de balanço não é alavancada”. Entre os potenciais catalisadores da empresa, o Morgan Stanley ressalta as expectativas por fortes resultados no terceiro trimestre.
TIM
A recomendação de underweight para a TIM é baseada nos problemas da empresa com a performance operacional, que ainda precisa melhorar em relação aos rivais. “Apesar da melhora no market share de adições líquidas, as receitas com serviços têm crescido muito menos do que seus pares”, comenta o Morgan Stanley.
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Ressaltando as dificuldades com qualidade da base de clientes, que leva a TIM a ter provisões para crédito duvidoso de 3,6% da receita com serviços, os analistas acreditam que o prêmio que as ações da empresa atualmente possuem frente aos papéis da Vivo é injustificado.
Por fim, o Morgan Stanley explica que o forte aumento no preço-alvo dos papéis da TIM se deve ao recente declínio no preço das ações ordinárias. “Na nossa estratégia de valuation, uma redução no valor relativo das ações ordinárias leva o valor relativo das ações preferenciais e dos ADRs a aumentar”.