Após resultados, Ágora recomenda manutenção das ações da Eletropaulo

Os papéis da companhia são atraentes para os investidores que buscam empresas com elevados retorno em dividendos

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SÃO PAULO – O resultado trimestral da Eletropaulo (ELPL6) ficou em linha com os números esperados por Rafael Corrêa, da Ativa Corretora, que classificam a notícia como neutra para os papéis da companhia. Em contrapartida, o resultado ficou ligeiramente acima do aguardado por Filipe Acioli, analista da corretora Ágora.

Enquanto Corrêa tem as recomendações para Eletropaulo em revisão, Acioli recomenda a manutenção das ações da empresa de energia e aponta que, com os números do terceiro trimestre, os papéis da companhia permanecem atrativos para os investidores que buscam empresas com elevados retorno na forma de dividendos.

Números
Em termos de resultados, Corrêa indica que o aumento da receita publicado pode ser atribuído ao “crescimento diminuto do volume de energia distribuída no mercado cativo e ao aumento da tarifa média cobrada do consumidor”. A empresa registrou uma receita de R$ 2,195 bilhões no terceiro trimestre deste ano, alta de 3,9% em relação ao mesmo período de 2009.

Divergindo da visão da Ativa, o analista da Ágora afirmou que “a AES Eletropaulo apresentou um bom resultado, 6% acima da nossa expectativa e 11% acima do consenso de mercado, sob a influência positiva de efeitos não recorrentes, que impulsionaram o resultado financeiro e menores custos com compra de energia”.

Revisão tarifária
Para o desempenho do papel no curto prazo, entretanto, ambos compartilham uma visão mais cautelosa. Para a Ativa, “os papéis da distribuidora permanecem pouco atrativos”, o que pode ser justificado pela recente discussão iniciada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) a respeito da remuneração regulatória e os termos a serem aplicados no terceiro ciclo de revisões tarifárias.

Acioli, da Ágora, também cita o ciclo de revisão, afirmando continuar cético em relação ao potencial ganho de capital na ação devido à audiência pública sobre as regras da revisão, que terminará em dezembro. “A questão do eventual passivo com a Eletrobras” também deve “manter a ação pesada”, afirmou.