Após renovar máxima do ano na véspera, dólar abre em leve queda de 0,25%

Segundo especialista, a véspera foi mercada por forte pessimismo que não deve se repetir nesta sessão, inspirada na Europa

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SÃO PAULO – Ao contrário do encerramento da véspera, quando o dólar comercial fechou em seu maior patamar desde 25 de novembro de 2011, a moeda abre os trabalhos desta terça-feira (24) em queda de 0,25%, cotado a R$ 1,878, acompanhando a leve melhora do humor do mercado.

Segundo Octavio de Barros, diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco, a véspera foi marcada pelo forte pessimismo, o que não se repetirá nesta data, já que é marcada pelo anúncio a diminuição da média dos deficits públicos na Europa. Para o especialista, isso sugere um resultado positivo das medidas de austeridade implementadas até o momento na região.

“Além disso, leilões ligeiramente melhores de Espanha, Holanda e Itália trazem ânimo adicional ao mercado. Com isso, esperamos que no mercado de câmbio as principais moedas ganham valor frente ao dólar, porém esperamos que o real permaneça relativamente estável”, destaca o diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco.

Indicadores domésticos
Na agenda doméstica desta terça-feira, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulgou o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) que apontou inflação de 0,37% na terceira semana de abril.

Por sua vez, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelou o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de abril, que marcou taxa de 0,43%. Ainda por aqui, o Banco Central publica a Nota do Setor Externo, relatório contendo informações sobre o balanço de pagamentos e as reservas internacionais do governo brasileiro em março.

Agenda norte-americana
Nos Estados Unidos, tem início nesta data a reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), que tem como função principal atualizar a taxa básica de juro. Também por lá, será revelado o S&P/Case-Shiller Home Price, indicador que denota a trajetória dos preços das casas no país por meio de uma média móvel trimestral.

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Ainda na pauta econômica norte-americana será revelado o Consumer Confidence, da confiança dos consumidores. Os números do setor imobiliário também serão apresentados, com o New Home Sales, que mostra o número de casas novas vendidas no país. Por fim, será publicado o FHFA – House Price Index, que mensura o preço cobrado pelas hipotecas às famílias norte-americanas.