Após reforço de rating dos EUA, mercados voltam ao plano positivo nesta sessão

Analistas destacam temor relativo ao rebaixamento de classificação da dívida e vêem Ibovespa entre 51 mil e 52 mil pontos

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SÃO PAULO – Após o desempenho negativo da véspera, os mercados globais apontam para uma sessão de recuperação nesta sexta-feira (22), trazendo tom positivo para a abertura do mercado doméstico.

Menos preocupados com uma possível mudança do rating da dívida norte-americana, os investidores avaliam dados sobre o PIB (Produto Interno Bruto) do Reino Unido, que registrou queda de 1,9% na passagem trimestral – em linha com as projeções de mercado. No Japão, a autoridade monetária decidiu manter o juro básico.

Após o rebaixamento do rating soberano do Reino Unido, analistas da corretora Spinelli afirmaram que “resta a dúvida se o caso do Reino Unido é isolado ou representa apenas o início de uma onda de
rebaixamentos nas classificações de países desenvolvidos, que poderia atingir o Japão e até mesmo os Estados Unidos”.

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Com a ausência de indicadores mais relevantes nos EUA, o foco do mercado volta-se para o plano corporativo, com destaques para o setor automobilístico e financeiro, com a injeção de US$ 7,5 bilhões pelo governo dos EUA na GMAC, além do anúncio de que o atual CEO da AIG deixará a companhia.

Noticiário corporativo

A companhia financeira GMAC recebeu aporte governamental de US$ 7,5 bilhões para ampliar seu financiamento a automóveis da Chrysler e atingir os níveis de capitalização requeridos pelo teste de estresse no país.

Já a farmacêutica britânica GlaxoSmithKline revelou que luta judicialmente contra a receita federal dos EUA, querendo que o Estado devolva cerca de US$ 1,9 bilhão, por impostos e penalidades cobrados.

Internamente, ganham destaque declarações do presidente do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Arthur Badin, ao jornal Zero Hora, sinalizando que o órgão pode “congelar” a fusão entre Sadia e Perdigão.

Perspectivas

Os mercados futuros nos Estados Unidos operam em alta nesta sessão, após a agência de classificação Moody’s reafirmar o rating soberano do país. Também na Europa os principais índices acionários operam em alta, trazendo perspectivas positivas para a abertura no mercado doméstico, que avalia a divulgação de inflação maior que as projeções, apontada pelo IPCA-15.

Na última sessão, o Ibovespa caiu 2,25%, para 50.087 pontos. Para Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora, “se o otimismo se firmar lá fora, o BC pode ter que ser mais agressivo para segurar uma queda mais brusca do dólar e o Ibovespa pode operar entre os 51 e os 52 mil pontos”.

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