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SÃO PAULO – A Indústrias Romi (ROMI3), fabricante de máquinas e ferramentas, comentou nesta sexta-feira (19) a rejeição do Conselho de Administração da Hardinge sobre a oferta feita para aquisição dos papéis da companhia.
“Baseado na divulgação do resultado da Hardinge do quarto trimestre e do exercício de 2009 e perspectivas anunciadas ontem, é difícil entender como a Hardinge tem condições de entregar valor equivalente ou superior para seus acionistas como um negócio isolado no curto e médio prazos”, apontou o diretor-presidente da Romi, Livaldo Aguiar dos Santos.
Segundo Santos, a empresa está desapontada com o Conselho da Hardinge, por acreditar que “qualquer análise objetiva claramente confirmaria que nossa oferta é no melhor interesse dos acionistas da Hardinge, oferecendo a eles liquidez imediata por um valor superior”.
Tentativas
O presidente da Romi comenta ainda que estudará os resultados divulgados na última quinta-feira (18) pela Hardinge para definir tendências de longo prazo. Caso o interesse permaneça e sua proposta se mostre consistente, ele afirmou que pode entrar em contato direto com os acionistas para apresentar seus planos de aquisição.
“Não obstante seja nossa preferência dialogar com o Conselho da Hardinge com o objetivo de alcançar uma transação negociada, lamentavelmente a Hardinge apresenta-se, por outro lado, mais interessada em construir barreiras adicionais para negar aos acionistas o valor que nossa oferta pode representar”, falou o presidente.
“Se necessário, nós não teremos outra alternativa a não ser levar nossa oferta diretamente aos acionistas da Hardinge,” concluiu Santos.
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Oferta
A Romi ofereceu R$ 8,00 por papel da Hardinge, o que corresponde a um prêmio de 46% em relação ao preço de fechamento da ação da empresa norte-americana em 3 de fevereiro de 2010 (o último dia de negociação antes da divulgação pública da oferta da Romi). O montante será financiado inteiramente por recursos próprios da Romi.