Após realização, sexta-feira procura retomada dos ganhos para as bolsas

Mas eventual corte no rating dos EUA segue perturbando; petróleo é sinalizador; BC brasileiro pode reiterar compra de dólares

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SÃO PAULO – Após realização na quinta-feira (21), esta sessão promete alguma retomada ao mercado acionário, além de queda do dólar. As bolsas europeias e os futuros de Wall Street sobem.

No entanto, a hipótese de rating menor para a dívida soberana dos EUA segue perturbando. Na visão de Steven Hess, analista da Moody’s, o AAA da maior economia do mundo parece confortável por ora, mas não garantido para sempre.

Autonomia da crise

De acordo com Charles Plosser, do Federal Reserve da Filadélfia, exageros no socorro fornecido pelo Banco Central norte-americano ameaçam sua independência institucional. Para amenizar o problema, o Tesouro deveria absorver ativos arriscados agora em poder do Fed.

Globalização

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O Bank of Japan anunciou que aceitará títulos estrangeiros como colaterais, visando reforçar a liquidez das instituições financeiras do país. Conforme explica Paul Donovan, do UBS, “serão aceitos papéis de EUA, Reino Unido, Alemanha e até mesmo França”.

Proxy

“As pessoas acham que o preço do petróleo reflete fundamentos. Porém, mais e mais, ele reflete expectativas econômicas da comunidade financeira”. Opinião de Tom Kloza, analista de petróleo do Oil Price Information Service, em entrevista à CNN Money.

No Brasil

Durante a manhã, investidores avaliam o IPCA-15 de maio, principal referência em uma sessão de agenda modesta.

Na véspera, Henrique Meirelles alertou para o “excesso de euforia” com o câmbio brasileiro. Segundo leitura da Standard Chartered, declarações como essa mostram a intenção oficial de intensificar as compras de dólares.