Após rali recente, VCP e Aracruz caem mais de 10% e lideram baixas do Ibovespa

Além do ajuste, perspectiva pessimista de Mark Mobius às perdas com derivativos ajuda a explicar a trajetória das ações

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SÃO PAULO – Depois do rali recente, os papéis de produtoras de celulose voltaram à ponta do Ibovespa nesta quinta-feira (7), mas desta vez, no campo negativo.

Ajustando-se aos quatro pregões consecutivos de acentuados ganhos, as ações de VCP (VCPA4) e Aracruz (ARCZ6) se destacaram com folga entre as desvalorizações do índice nesta sessão, com baixas de 11,02% e 10,80% respectivamente. Cabe destacar que os ativos da segunda apresentaram o quinto maior volume de negócios do índice nesta sessão.

Perspectiva ruim

Além do movimento de realização de lucros, os ativos das fabricantes de celulose foram influenciados pelas perspectivas pessimistas de Mark Mobius, diretor da Franklin Templeton. Para o analista, os derivativos de crédito e câmbio ainda irão causar perdas para as companhias que possuem este tipo de operação financeira.

Mobius afirmou em uma conferência em Singapura que atualmente as aplicações em derivativos (US$ 500 trilhões) correspondem a pelo menos dez vezes o PIB (Produto Interno Bruto) global. Dentre as empresas apontadas como as com maiores deficiências, destaque para a chinesa Citic Pacific e ninguém menos que a produtora de celulose Aracruz.

Perdas e mais perdas

“Serão perdas e mais perdas por parte das empresas que têm derivativos de crédito e de câmbio, disse Mobius, que ajuda a supervisionar US$ 20 bilhões em ativos de mercados emergentes na Templeton. “Isto é algo que vai ter que ser olhado com muita atenção.”

A Citic Pacific procurou ajuda do governo após reportar cerca de US$ 1,9 bilhão em perdas com derivativos de câmbio, enquanto a Aracruz declarou US$ 2,13 bilhões de prejuízo com o mesmo tipo de operação.

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Aumento de capital

Ainda nesta sessão, o Conselho de Administração da Aracruz decidiu autorizar a diretoria da empresa a aprovar e subscrever um aumento de capital de sua subsidiaria Alicia Papéis, no valor estimado de R$ 1,81 bilhão, representado pela emissão de uma nova ação ordinária nominativa e sem valor nominal.

Na esteira do anúncio, o conselho decidiu orientar a Diretoria da Aracruz no sentido de tomar as medidas necessárias para que Arapulp – Comercio e Importação e Exportação (Unipessoal) – decline do direito de preferência a subscrição da parte do aumento de capital da Alicia que lhe seria legalmente assegurado, fazendo-o em favor da companhia.