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Depois de quase atingir a marca dos 200 mil pontos, com máxima histórica de 198.657 pontos em 14 de abril de 2026, o Ibovespa teve uma forte queda nas negociações. Em uma análise das carteiras do Ibovespa, Small Caps e IDIV, elaborada pela Elos Ayta, 23 ações tiveram perdas superiores a 20% no intervalo de pouco mais de um mês.
Entre 14 de abril e 22 de maio, o principal índice da B3 recuou 11,30%, encerrando o período aos 176.209,61 pontos. A principal queda foi identificada com as Casas Bahia (BHIA3). A ação da companhia despencou 51,88% entre 14 de abril e 22 de maio.

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Em seguida, aparecem (Armac) ARML3, com queda de 40,35%, e Quero-Quero (LJQQ3), que recuou 36,61% no mesmo intervalo. De acordo com levantamento, o movimento de realização foi ainda mais intenso em diversas ações fora do núcleo mais resiliente do mercado.
O setor de incorporações imobiliárias foi o mais atingido, com cinco ações na lista das maiores quedas do período. Os segmentos de medicamentos & outros produtos e aluguel de carros, aparece em seguida, cada um com três representantes entre os papéis mais pressionados.
Para a Elos Ayta, a deterioração também chama atenção pela velocidade. Quatro ações acumulam perdas superiores a 30% em apenas 29 dias de negociação.
Aversão ao risco
Conforme Einar Ribeiro, CEO da Elos Ayta, mesmo considerando que várias empresas participam simultaneamente de mais de um índice, o levantamento evidencia uma concentração relevante nas ações de menor capitalização.
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Das 23 empresas com perdas superiores a 20%, 21 integram o índice Small Caps. O Ibovespa aparece com oito representantes e o IDIV com quatro.
Para a Elos, o recorte revela um mercado que passou a penalizar principalmente empresas mais sensíveis ao ciclo doméstico, ao custo de capital e à percepção de risco econômico.
O levantamento ainda mostra que a correção recente foi ampla, mas especialmente severa em small caps e setores mais cíclicos, indicando aumento relevante da aversão a risco na bolsa brasileira.
Desempenho positivo
Mesmo com a correção, parte das empresas ainda preserva desempenho positivo no acumulado de 2026. Conforme a Elos Ayta, apenas quatro ações seguem no terreno positivo no ano até 22 de maio.
A líder é Camil Alimentos (CAML3), com valorização de 2,0%, seguida por Ânima (ANIM3), com alta de 1,30%, VAMO3, que sobe 1,04%, e Panvel (PNVL3), praticamente estável, com ganho de 0,01%.
O caso de Armac chama atenção pela volatilidade extrema: apesar da queda de 40,35% desde o pico do mercado em abril, a ação ainda acumula valorização de 38,33% em 2026 até 14 de abril, evidenciando o grau de correção enfrentado por empresas que lideraram o rali anterior.
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Para a Elos Ayta, o movimento reforça uma mudança relevante de comportamento do investidor, que passou a reduzir exposição em ativos mais dependentes da economia doméstica e de liquidez mais restrita, concentrando posições em empresas consideradas mais defensivas ou de maior previsibilidade operacional.
Em momentos de forte realização, o mercado tende a acelerar movimentos de saída justamente nas ações que haviam liderado ganhos anteriormente.