Após quedas consecutivas, petróleo fecha em alta com dólar e PIB dos EUA

Preços do óleo bruto revertem tendência de queda após apresentação de indicador sobre a economia norte-americana

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SÃO PAULO – Com suporte da queda do dólar frente às principais divisas globais, as cotações do petróleo fecharam em alta nesta quinta-feira (27) após dois pregões consecutivos de desvalorização.

O contrato com vencimento em outubro, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, encerrou cotado a US$ 72,49 por barril, alta de 1,48% frente ao fechamento anterior.

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 72,55 no pregão desta quinta-feira, avançando 1,25% em relação ao último fechamento.

EUA

Divulgado durante o dia, o número revisado do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA apontou recuo menor do que o esperado, de 1,0%. O resultado veio em linha com aquele apurado pela última medição. Cabe lembrar que o país é o maior consumidor mundial da commodity.

Os preços do óleo bruto receberam suporte adicional da queda do dólar frente às principais moedas globais.

Cabe lembrar que uma queda nas cotações da moeda norte-americana geralmente se incorre em pressão de alta sobre os preços do produto, tanto pela compensação cambial, uma vez que os preços da commodity são expressos na divisa, quanto pela movimentação dos investidores, que migram suas aplicações para alternativas mais rentáveis.

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Estoques

As cotações da commodity iniciaram os negócios desta sexta-feira estendendo as perdas da última sessão, ainda influenciada pelo avanço acima do esperado nos estoques norte-americanos do produto.

Os estoques vinham de uma trajetória de queda, refletindo a diminuição na atividade das refinarias do país. Os estoques marítimos do produto também tem começado a diminuir, conforme a diferença entre os preços do contrato de longo prazo e de curto prazo de entrega do produto começam a apresentar valores menos discrepantes.

Em janeiro, quando as cotações da commodity estavam próximas de US$ 30, investidores preferiam estocar barris dos produtos em navios petroleiros, para se aproveitar dos melhores preços dos contratos futuros de longo prazo.

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Com a recuperação nos preços do produto, estes estoques também têm diminuído, refletindo em alta de alguns estoques norte-americanos.