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SÃO PAULO – Após quatro altas consecutivas, o indicador de risco-Brasil se ajustou e caiu um ponto-base nesta quarta-feira (21), acompanhando o clima de cautela nas bolsas norte-americanas. Contribuindo para este resultado, o Global 40 subiu, enquanto o preço dos Treasuries recuou.
Nos Estados Unidos, a divulgação do Livro Bege do Federal Reserve apontou que a atividade econômica nos doze distritos avaliados continuou a mostrar sinais de estabilização ou modesta melhora desde o último relatório. De maneira geral, o documento revelou que os dados da atividade econômica positivos superaram os negativos, porém, quase todas as referências de melhora foram classificadas como “pequenas” ou “esparsas” pela autoridade monetária.
A presidente do Fed de São Francisco, Janet Yellen, afirmou na véspera que ainda não é o momento certo para apertar a política monetária dos EUA. “Nós não queremos que ninguém duvide de que temos a capacidade e a vontade de apertar as condições monetárias quando chegar a hora”, que “não é agora”, disse Yellen.
Por aqui, o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a defender a taxação – de 2% pelo Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) – sobre o capital estrangeiro em aplicações em renda fixa e ações, afirmando que a medida apenas afeta investidores de curto prazo. Mantega ainda sugeriu que medidas adicionais em mesmo sentido não estão descartadas.
Global 40 sobe
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em alta de 0,10% na noite desta quarta-feira, cotado a 134,88 centavos de dólar.
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 223 pontos base.
Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:
| Ativo | Último | Fech. Anterior | Var % |
| Global 40 | 134,88 | 134,75 | +0,10 |