Após pressões sobre a Ptax, dólar cedeu e fechou em baixa de 0,66%

Investidores analisaram cenário político na falta de indicadores econômicos; exportadores intensificaram queda da moeda

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SÃO PAULO – Após três sessões consecutivas em alta, o dólar fechou em queda nesta quarta-feira, numa sessão marcada pela pressão para a formação da Ptax, a cotação média oficial que serve de base para o resgate da dívida cambial do Banco Central com vencimento em 14 de agosto.

Após as altas verificadas na sessão da manhã, a moeda estrangeira cedeu a tarde, contudo, ainda fechando num patamar superior a R$ 3,00. O mercado também esteve atento à política, na falta de indicadores econômicos internos. Também influenciaram a moeda norte-americana as vendas de exportadores e a captação de recursos pelo Bradesco.

Vencimentos de cambiais levam à pressão da Ptax

O Banco Central irá devolver ao mercado a parte não rolada referente ao principal de US$ 1,3 bilhão de dívida cambial que vence nesta quinta-feira. Como foram rolados apenas 24%, mostrando que a autoridade monetária está confortável com a atual cotação do dólar, os investidores resgatarão cerca de US$ 980 milhões.

Dessa forma, os investidores pressionaram a cotação do dólar nesta manhã para obterem uma maior cotação média oficial (Ptax) no momento do resgate dos cambiais do dia 14 de agosto.

Por sua vez, a alta da manhã foi menos intensa porque os exportadores entraram no mercado vendendo a divisa que estava com a cotação elevada, e também com o clima de otimismo dos investidores frente à captação do Bradesco de US$ 400 milhões na terça-feira.

Condução das reformas estruturais

Após uma terça-feira com intensas negociações e obstruções do PFL, a base governista na Câmara conseguiu reduzir de 6 para 3 as votações restantes para concluir o primeiro turno da reforma da Previdência no plenário da Casa, que começaram na tarde desta quarta-feira.

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No tocante à Reforma Tributária, o deputado Virgílio Guimarães (PT-MG), relator do projeto, adiou para o próximo dia 18 a entrega de seu parecer definitivo. A grande polêmica nesta reforma se dá na repartição da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) entre a União e os estados.

Dólar fecha em baixa de 0,66%

Nesse sentido, o dólar comercial fechou cotado a R$ 3,0070 na compra e R$ 3,0080
na venda, baixa de 0,66% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 3,0470, representando um ágio de 1,33%
em relação ao dólar comercial.

Apesar desta queda, o
dólar acumula valorização de 1,28% em agosto, frente
a alta de 4,39% registrada no mês passado.

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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 15,24%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro
encerrou o dia cotado a R$ 3.043,
forte baixa de 0,75% em relação ao fechamento
de R$ 3.066
da última terça-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, fechou em baixa de 0,44%,
atingindo R$ 3.091 frente
a R$ 3.105 do fechamento de
terça-feira.

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Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial para outubro de 2003, fechou a 1,95%, assim como no fechamento de terça-feira. Já o contrato de maior liquidez, referente a janeiro de 2004, encerrou a 3,20% em comparação aos 3,18% apurados na sessão anterior.