Após petróleo e IPCA, títulos da dívida externa encerram com tendência mista

Apesar da desvalorização do petróleo, o IBGE divulgou índices de preços que mostraram aceleração inflacionária

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SÃO PAULO – Com o mercado dividindo suas atenções entre o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo) e INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), divulgados nesta manhã, e a nova queda do barril do petróleo no mercado internacional, os principais títulos da dívida externa brasileira encerraram com tendência mista nesta quinta-feira.

Neste sentido, a cotação da commodity volta a encerrar em forte queda no mercado mundial, sendo cotada abaixo dos US$ 48,00 por barril em Nova York e abaixo dos US$ 42,00 em Londres. O preço do petróleo foi pressionado por boas expectativas de que as importações são mais do que suficientes para atender à demanda.

Indicadores apresentam aceleração na inflação

No entanto, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgou, nesta quinta-feira, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo), registrando aceleração na inflação, já que o índice apresentou variação positiva de 0,44% em outubro, acima dos 0,33% em setembro.

Além disso, foi divulgado também o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que registrou um reajuste nos preços de 0,17% em outubro, apresentando estabilidade frente ao registrado no mês anterior.

É importante destacar que se por um lado a aceleração na inflação prejudica os títulos da dívida externa brasileira, a forte queda do petróleo no mercado internacional é bem vista pelos investidores, já que reduz as pressões inflacionárias, tornando mais atrativos os bônus de países emergentes, como o Brasil.

Global 40 encerra em alta nesta tarde

O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em alta de 0,45% na noite desta quinta-feira, cotado a 112,13 centavos de dólar. Entre outros bônus globais, o destaque ficou com o Global 20, que mostra alta de 0,91%.

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Já dentre os títulos da dívida reestruturada brasileira, o C-Bond apresentou baixa de 0,06%, cotado a 99,25 centavos de dólar e o Par Bond encerrou sem variação, cotado a 88,75 centavos de dólar.

Risco país fechou estável

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 456 pontos base, mantendo-se estável em relação ao fechamento anterior. 2 pontos base em relação ao último fechamento.

Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:

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Ativo Último Fech. Anterior Var %
C-Bond 99,25 99,31 -0,06
Par Bond 88,75 88,75 0,00
Discount Bond 87,25 87,63 -0,43
Global 06 108,13 108,00 +0,12
Global 07 114,69 114,75 -0,05
Global 08 109,00 108,56 +0,41
Global 09 128,63 128,63 0,00
Global 20 125,88 124,75 +0,91
Global 27 106,13 105,81 +0,30
Global 40 112,13 111,63 +0,45