Após pagamento de multas, CVM suspende processos contra o antigo UBS Pactual

Diretores da instituição, agora BTG Pactual, pagarão R$ 50 mil à autarquia e mais R$ 173,5 mil à Fundação Sistel

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SÃO PAULO – A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) divulgou nesta sexta-feira (14) que suspendeu os processos contra os diretores da antiga UBS Pactual Asset Management (atual BTG Pactual), Patrick James O’Grady e Marcelo Kalim, e também contra a Futura Agente Autônomo de Investimentos, ligada à Banif Corretora de Valores e Câmbio.

De acordo com a autarquia, o colegiado aprovou, em reunião realizada em 30 de novembro do último ano, as propostas de celebração de Termos de Compromisso apresentadas pelos acusados. Com a aprovação, os processos ficam suspensos até que os envolvidos efetuem o pagamento dos valores propostos à entidade. Uma vez pagos, tais processos serão extintos, segundo declarou a CVM em nota.

Multas
Os diretores do antigo UBS Pactual Asset Management deverão pagar ao todo R$ 50 mil à CVM, assim como mais R$ 173,5 mil à Fundação Sistel de Seguridade Social. O’Grady foi acusado pela falta de diligência na administração da carteira de ativos do Fundo de Investimento em Ações Kollie no período de outubro de 2002 a outubro de 2003, sem acompanhar o processamento de ordens emitidas em nome do fundo, deixando que incorresse prejuízos sistemáticos.

Kalim, por sua vez, foi acusado pela falta de diligência no exercício de suas atribuições na administração do FIA Kollie, também entre outubro de 2002 e outubro de 2003, permitindo que ocorressem perdas sistemáticas em operações com contratos de Ibovespa Futuro.

O sócio responsável pela Futura Agente Autônomo de Investimentos, Adriano Maia Moreno, deverá pagar à CVM o valor de R$ 30 mil. Já a Banif Corretora de Valores e Câmbio e seu diretor Fábio Feola pagarão, juntos, R$ 150 mil ao órgão. A Futura e seu diretor foram acusados de utilizar o material publicitário referente à oferta pública de distribuição secundária de ações ordinárias da Visanet sem a prévia autorização da CVM. Já a Banif Corretora e seu diretor foram acusados de não terem supervisionado a Futura, agente autônomo vinculado à Banif, na ocasião.

Nova suspensão
A CVM informou ainda que também suspendeu o processo contra a investidora Ruth Dias da Silva Pinto, que deverá pagar uma multa de R$ 65,4 mil à autarquia por conta da acusação de ter negociado com ações da Trafo Equipamentos Elétricos, em posse de informações importantes ainda não divulgadas ao mercado referentes à aquisição do controle acionário da Trafo pela Weg (WEGE3). Segundo a CVM, a multa “corresponde ao dobro da suposta vantagem obtida pela proponente nas operações objeto desse processo”.