Após oscilar no zero-a-zero, Ibovespa volta a fixar-se no positivo

Ibovespa já operou em alta e em queda pela manhã, e após algum período oscilando próximo do zero-a-zero, fixou-se no campo positivo

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SÃO PAULO – Volátil, o Ibovespa já operou em alta e em queda pela manhã, e após algum período oscilando próximo do zero-a-zero, fixou-se no campo positivo. O índice mostra ganhos de 0,41% por volta das 13h30 (horário de Brasília), atingindo os 53.722 pontos. O índice vem de três quedas seguidas.

Os mercados iniciaram esta sessão com investidores animados após a divulgação de PMIs (Índice de Gerentes de Compra, na sigla em inglês) melhores do que o esperado na Europa e nos EUA. Porém, o mesmo indicador na China e no Brasil trouxe apreensão aos investidores na Bovespa.

Para Marcelo Hamel, sócio-diretor da Monte Bravo Investimentos, os indicadores europeus sustentaram o índice no início da manhã, mas os dados chineses e brasileiro pesaram sobre o Ibovespa. “Além dos PMIs, os indicadores de construção e atividade industrial nos EUA vieram abaixo do esperado. Com dados opostos, a tendência é de volatilidade no mercado”, comenta.

Elétricas lideram os ganhos do Ibovespa
As ações de empresas de energia elétrica lideram as altas do índice, com a Copel (CPLE6) registrando ganhos de 5,11%, aos R$ 24,52. Enquanto isso, os papéis da Light (LIGT3) possuem ganhos de 3,74%, para R$ 18,02 – a mesma alta que sua controladora, a Cemig (CMIG4), cuja ação bate os R$ 22,46. 
As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 CPLE6 COPEL PNB 34,53 +5,11 +10,74 10,73M
 LIGT3 LIGHT S/A ON 18,02 +3,74 -19,27 12,05M
 CMIG4 CEMIG PN 22,46 +3,74 +18,79 38,49M
 ELET6 ELETROBRAS PNB EJ 10,38 +3,70 +17,40 7,88M
 LLXL3 LLX LOG ON 1,76 +3,53 -26,67 2,96M

A maior queda fica com a Duratex (DTEX3), com queda de 3,85%, aos R$ 14,23. Já a Gol (GOLL4) vê sua ação cair 3,54%, aos R$ 8,98. As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 DTEX3 DURATEX ON 14,23 -3,85 +3,64 16,11M
 GOLL4 GOL PN N2 8,98 -3,54 -30,39 13,01M
 BBDC4 BRADESCO PN 33,27 -3,09 +4,57 181,04M
 HGTX3 CIA HERING ON 37,59 -2,34 -8,85 18,49M
 LAME4 LOJAS AMERIC PN 16,85 -2,32 -7,68 13,00M
* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)

Dia de PMI
Os mercados iniciaram esta segunda-feira repercutindo os dados do PMI chinês, que já apresentaram caminhos diversos. Enquanto o indicador oficial, divulgado pelo Governo local, registrou aumento no setor industrial em maio, de 50,6 pontos para 50,8 pontos, o PMI calculado pelo HSBC registrou queda no mesmo período, de 50,4 pontos para 49,2 pontos. Vale mencionar que valores abaixo de 50 no indicador demonstram contração e pontuação acima mostra crescimento.

Na Europa, os indicadores apresentaram valores acima do esperado, mas em geral, ainda sugerem contração econômica no Velho Continente. O PMI da zona do euro subiu de 46,7 pontos para 48,3 pontos em maio – o indicador também apresentou melhora na Itália, França e Alemanha. Os EUA também apresentou alta no PMI, com 52,3 pontos no mês anterior.

Já o Brasil apontou recuo no setor manufatureiro, com o PMI do setor variando de 50,8 pontos em abril para 50,4 em maio. Apesar da queda o indicador ainda demonstra expansão.

Focus reduz PIB e aumenta Selic
Ainda em terras brasileiras, o relatório Focus do Banco Central diminuiu sua projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) deste ano, de 2,93% para 2,77%. Os analistas consultados para a elaboração do boletim também acreditam em alta na Selic, com 8,50% ao final de 2013. O relatório apontou ainda ligeira queda na expectativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), de 5,81% para 5,80%. Ainda na agenda doméstica será divulgada a balança comercial brasileira.

Indicadores EUA
Apesar da alta no PMI, os investidores analisam também outros dados norte-americanos. O ISM Index, que mensura a atividade industrial do país apresentou queda para 49,0 pontos em maio, ante expectativa de manutenção em 50,7 pontos. O Construction Spending, indicador que mede os gastos da construção de imóveis, registrou alta de 0,4%, abaixo dos 1,1% esperados pelo mercado.