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SÃO PAULO – Após iniciar o dia com leve alta e manter-se no campo negativo durante toda a tarde, o dólar comercial foi amenizando gradualmente suas perdas na reta final de negócios, chegando nos instantes finais de negociação com cotação bem próxima do fechamento anterior (R$ 1,77). No final, a moeda norte-americana fechou com alta modesta de 0,06%, sendo cotada na venda a R$ 1,771.
O clima instável visto nos mercados prevaleceu durante toda a sessão, ganhando ainda mais força durante a tarde, em meio ao teor mais pessimista do Livro Bege do Federal Reserve. Por aqui, além dos dados semanais do fluxo cambial e de mais uma intervenção do Banco Central no câmbio, notícias acerca de captações de dólares – tanto por parte do governo quanto de empresas – influenciaram nas cotações da moeda.
Além da absorção de US$ 825 milhões por parte do Tesouro Nacional em sua oferta de bônus soberanos (Global 2021) aos mercados norte-americano, europeu e asiático, rumores apontam que JBS (JBSS3) e BR Foods (BRFS3) pretendem liquidar mais de US$ 1 bilhão arrecadado via emissão de títulos corporativos, o que resultará numa maior entrada de dólares no País, pressionando sua cotação frente ao real.
Fluxo cambial e compra de dólares
Ainda no front doméstico, o fluxo cambial mostrou que a saída de dólares do País superou a entrada em US$ 2,304 bilhões no acumulado do mês – até o dia 23 –, reduzindo assim o superávit do ano para US$ 1,059 bilhão.
A autoridade monetária ainda informou que, durante o mesmo período, adquiriu US$ 823 milhões no mercado cambial à vista, elevando o montante comprado desde o início do ciclo de intervenções – em maio de 2009 – para US$ 42,367 bilhões. Com isso, as reservas internacionais brasileiras contabilizam atualmente cerca de US$ 256 bilhões.
E por falar nessas intervenções, o BaCen realizou mais uma delas nesta quarta-feira. O leilão de compra de dólares ocorreu entre as 15h40 e as 15h50 (horário de Brasília), com uma taxa de corte aceita em R$ 1,7644.
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Livro Bege e outras referências
Evento mais esperado da agenda internacional no dia, o Livro Bege do Fed mostrou que um teor menos otimista em relação à economia norte-americana. Segundo a nota, algumas regiões do país têm mostrado sinais de crescimento estagnado ou até mais lento em meados de julho. Contudo, no geral, a percepção do banco central dos EUA é de que a economia continua em expansão.
O conteúdo do comunicado ajudou a manter o clima de instabilidade visto nos mercados, que já se mostrava predominante com os resultados corporativos divergentes da sessão e com a queda inesperada no volume de pedidos e entregas de bens duráveis feitos à indústria norte-americana no mês de junho.
Dólar a R$ 1,771
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7690 na compra e R$ 1,7710 na venda, leve alta de 0,06% em relação ao fechamento anterior. Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 1,83% em julho, frente à baixa de 0,93% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 1,71%.
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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto encerrou o dia cotado a R$ 1.771, estável em relação ao fechamento da última terça-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou estável em R$ 1.782.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7655000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,56 para setembro de 2010, 0,21 ponto percentual acima do que registrado no fechamento anterior.