Europa e Ásia

Após medidas sem precedentes, Xangai tem maior alta em 2 dias desde 2008; Grécia anima Europa

Governo chinês anunciou medidas como proibição à venda de ações por controladores e executivos de companhias listadas, ordem para companhias comprarem ações e investigação de operações vendidas; expectativa por acordo grego anima europa

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SÃO PAULO – O índice Xangai Composto tem maior ganho em 2 dias desde 2008, após intervenções sem precedentes do governo chinês depois da queda de 30% do mercado nas últimas três semanas. Após subir 5,76% na quinta-feira, Xangai registrou ganhos de 4,57% nesta sexta-feira. Vale ressaltar ainda que o minério de ferro, após subir quase 10% ontem, registra alta de 2,26% hoje, a US$ 50,11 a tonelada.

O governo chinês anunciou medidas como proibição à venda de ações por controladores e executivos de companhias listadas por seis meses, ordem para companhias comprarem ações e investigação de operações vendidas. Já Hang Seng registrou ganhos de 2,08%, enquanto Nikkei teve leve baixa de 0,38%.

Enquanto isso, o dia também é de alta para as bolsas europeias, com a expectativa de que um acordo dos credores com a Grécia pode ser fechado. O índice alemão DAX sobe mais de 2%, enquanto o índice francês CAC 40 sobe mais de 3% e o FTSE tem ganhos de mais de 1%. 

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O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, afirmou nesta sexta-feira que uma “grande decisão” pode ser tomada pelo grupo quando se reunir para uma sessão emergencial no sábado depois que a Grécia entregou uma nova proposta para financiamento emergencial.

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, recebeu nesta quinta-feira as propostas detalhadas da Grécia de como o país cumprirá as condições para receber nova ajuda financeira, disse seu porta-voz, e o governo grego anunciou que buscará apoio do Parlamento para esses compromissos em votação na sexta-feira.

O endosso parlamentar dos compromissos imediatos das reformas que a Grécia está oferecendo aos credores europeus permitiria ao país avançar na corrida para obter um novo empréstimo, evitar a falência do Estado e uma possível saída da zona do euro.

“As novas propostas da Grécia foram recebidas pelo presidente do Eurogrupo Dijsselbloem”, tuitou o porta-voz do ministro. “Importante para as instituições considerarem isto em suas análises.”

De acordo com o ex-presidente do BCE (Banco Central Europeu) Jean-Claude Trichet, as negociações devem ser vistas com cautela, mas a Grécia mostrou um desejo real por um acordo.