Após lucro bater recorde em 2012, Providência quer crescer ainda mais

Em entrevista, diretor de RI da companhia explicou que fábricas em Minas Gerais e nos EUA devem atingir capacidade máxima até o segundo semestre deste ano

Publicidade

SÃO PAULO – Após registrar Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) e lucro líquido recordes em 2012, a Cia. Providência (PRVI3) ainda vê espaço para melhora nos números neste ano. Em entrevista exclusiva ao Portal InfoMoney, o Diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Eduardo Feldmann, afirmou que os números ficaram dentro do esperado e que um forte reflexo dos investimentos realizados no último ano deve surgir em 2013.

No último ano, a companhia apresentou Ebitda ajustado de R$ 127 milhões, ficando 24,4% acima do registrado no ano anterior. Já o lucro líquido, totalizou R$ 45,1 milhões em 2012, alta de 53% em relação à 2011, sendo que ambos os números são recordes históricos para a companhia.

Feldmann disse que em 2012, a Providência realizou investimentos para a expansão de suas plantas em Minas Gerais e na Carolina do Norte (EUA), elevando a capacidade de produção da companhia de 100 mil toneladas por ano para 140 mil toneladas.

Porém, o diretor explica que para as fábricas atingirem sua plena capacidade demora cerca de 6 meses, sendo que no caso de Minas Gerais isso deve ocorrer neste início de ano, enquanto na planta dos EUA a capacidade máxima de produção deve ocorrer no segundo semestre, o que pode ter reflexos positivos para a companhia nos próximos trimestres.

“Em 2012, os ativos da empresa tiveram significativa valorização de 44,4%, e acho que isso foi um reflexo do mercado percebendo os frutos dos investimentos realizados pela Providência”, disse Feldmann.

2013 deve ser de estudos
Após um 2012 de investimentos, a Providêcia planeja realizar estudos para compra de novos equipamentos. Eduardo Feldmann diz que os equipamentos utilizados pela companhia são caros e que existem poucos fornecedores no mercado. “Nós fazemos mais ou menos como as companhias de aviação: compramos opções de compras de equipamento”, explica o diretor.

Continua depois da publicidade

Neste ano, a empresa deve centrar seus estudos na viabilidade de novas compras e onde serão exercidas essas opções para novos equipamentos, enquantos as realizações do último ano começam a atingir a maturidade.

Câmbio precisa ficar estável
Por ser uma empresa com fábricas no exterior e também ter um perfil de exportação, a Providência acaba sendo influenciada pelas variações cambiais. Com um período de grandes alterações na política monetária nacional, os resultados da companhia poderiam ser afetados de maneira mais forte, porém, o diretor explica que não importa muito se o dólar está alto ou baixo no momento.

“Seja alto ou seja baixo, o que nós precisamos é que o câmbio fique estável”, afirma Feldmann. Ele explica que além das exportações, a matéria-prima adquirida no exterior é calculada em dólar, assim como o balanço das plantas norte-americanas. Porém, o que mais afeta a empresa são os contratos: “com as variações do dólar, nós precisamos constantemente renegociar nossos contratos com fornecedores e compradores”, finaliza.


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.