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SÃO PAULO – Depois de apresentar certa instabilidade durante a manhã, o dólar comercial opera em leve alta frente ao real nesta terça-feira (27), invertendo o sinal observado no último fechamento.
O Banco Central, observando os ganhos da divisa norte-americana, anunciou nova intervenção no câmbio a fim de equilibrar as cotações. Dessa vez, foi realizado ainda há pouco um leilão de dólares no mercado à vista, cuja taxa de corte para venda foi de R$ 2,3150.
O clima segue mais ameno no Brasil, refletindo o avanço nas bolsas norte-americanas que contrastam com os mercados europeus. As divergências desta sessão têm origem na agenda de indicadores e nos resultados trimestrais reportados.
Cenário externo
De um lado, a confiança do consumidor dos EUA ficou abaixo do esperado no mês de janeiro e os preços dos imóveis no país caíram 18,18% em novembro frente ao mesmo período de 2007, a maior variação negativa já registrada pelo indicador.
No sentido oposto, no cenário corporativo, a Texas Instruments apresentou recuo menor que o previsto em seus lucros e a Siemens surpreendeu com o lucro de € 2 bilhões.
Completando a cena, as commodities apresentam forte queda no exterior, o que aumenta as preocupações acerca da balança comercial brasileira, que já está no terceiro déficit semanal consecutivo.
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Confira as cotações
O dólar comercial opera cotado a R$ 2,3130 na compra e R$ 2,3150 na venda, alta de 0,17% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$ 2,5000, representando um ágio de 8,08%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 0,94% em janeiro, frente à alta de 0,73% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 0,94%.
Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em fevereiro opera cotado a R$ 2.319, enquanto o contrato com vencimento em março atinge R$ 2.335.