Após greve, Boeing deve atrasar entregas e não atingir guidance

Fabricante de aeronaves negocia com fornecedores e clientes, segundo Wall Street Journal; catálago supera 3,7 mil pedidos

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SÃO PAULO – Após o fim de uma das maiores greves de sua história, a Boeing – uma das maiores fabricantes de aeronaves do mundo – trabalha para readequar seu calendário de produção. O efeito inevitável: atraso nas entregas.

O gigantesco catálogo de pedidos da empresa – superior a 3,7 mil aeronaves – deverá ser atrasado em 10 semanas, de acordo com o Wall Street Journal, que consultou fontes não-oficiais.

No entanto, o processo deverá ser complicado e lento, uma vez que envolve renegociações com toda a cadeia de fornecedores e clientes, além de funcionários espalhados em todas as suas operações globais. Todavia, a direção da empresa não pretende elevar em muito o ritmo de produção atual.

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Embora haja o temor de que os efeitos sobre os negócios e as relações com os clientes sejam prejudicadas, os atrasos podem ter sido favoráveis para algumas empresas, em função das condições adversas do mercado e o excesso de oferta de transporte aéreo em mercados desenvolvidos.

Informações oficiais, no entanto, somente deverão ser divulgadas em dezembro, junto ao novo guidance da companhia de Seattle. Entretanto, o mercado já espera que a Boeing não atinja suas próprias estimativas de resultados neste ano, o que tem pressionado seus papéis desde o pico atingido no início de novembro, com o final da greve, com queda superior a 26% até o último fechamento.