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SÃO PAULO – Após chegar a operar em alta durante a manhã, o dólar segue se desvalorizando nesta quinta-feira, pressionado pelo forte otimismo em relação à economia brasileira demonstrado no mercado de títulos da dívida externa.
Neste sentido, o fluxo de capitais que ingressa no país segue forte, sobretudo com o comentário de que novas captações privadas, como as operações que a Vale do Rio Doce (que deve incluir bônus de 30 anos) e Telemig Celular (prestes a ser concluída), voltam a agitar o mercado cambial.
Primeira compra do BC é menor que o previsto
Após anunciar nas últimas sessões o interesse de comprar dólares diretamente no mercado, o Banco Central realizou nesta quinta-feira seu primeiro leilão eletrônico para a adquirir a moeda norte-americana.
Comprando um volume de US$ 100 milhões, o BC não chegou a intervir fortemente na cotação do dólar e decepcionou o mercado, que espera uma maior quantidade a ser adquirida pela autoridade monetária. Com isto, a cotação do dólar inverteu a tendência do início da sessão e passou a cair nesta tarde.
Dólar comercial segue em queda
O dólar comercial opera cotado a R$ 2,8500 na compra e R$ 2,8530
na venda, baixa de 0,21% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
2,9870, representando um ágio de 4,81%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 1,69% em janeiro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 1,69%.
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Dólar futuro na BM&F
também opera em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em fevereiro
opera cotado a R$ 2.874,
baixa de 0,29% em relação ao fechamento
de R$ 2.882
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em março, por sua vez, opera em baixa de 0,23%,
atingindo R$ 2.912 frente
à R$ 2.919 do fechamento de
quarta-feira.