Após forte alta, Citi corta recomendação das ações ON da Eletrobras

Alta de mais de 20% desde o final do mês passado já deixou os papéis precificados, justifica o banco; preço-alvo também foi reduzido
Usina Eólica Volta do Rio - Ceará

  *** Local Caption *** Vista dos aerogeradores durante a visita técnica à usina Eólica Volta do Rio no Ceará.
Usina eólica conectada a SE SOBRAL III, Chesf. A usina pertence ao grupo Energimp S/A, controlado pela IMPSA WIND (Industrias Metalúrgicas Pescarmona S.A.).
Usina Eólica Volta do Rio - Ceará *** Local Caption *** Vista dos aerogeradores durante a visita técnica à usina Eólica Volta do Rio no Ceará. Usina eólica conectada a SE SOBRAL III, Chesf. A usina pertence ao grupo Energimp S/A, controlado pela IMPSA WIND (Industrias Metalúrgicas Pescarmona S.A.).

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SÃO PAULO – O Citi reduziu a recomendação para as ações ordinárias da Eletobras (ELET3) para “neutro”, mesma classificação atribuída aos papeis preferenciais classe B da empresa (ELET6). “Rebaixamos o rating das ações ON  depois da valorização de 20% desde o final do mês passado, o que deixou a ação bem precificada”, escreveram os analistas Marcelo Britto, Alexandre Kogake e Kaikque Vasconcellos, em relatório enviado pelo banco nesta quarta-feira (22).

Os analistas também reajustaram os preços-alvos de R$ 18,80 para as ações ON e de R$ 21,4 para as ações PNB, uma queda de 18% e 21%, respectivamente, na comparação com a projeção anterior. A redução representa, pela ordem, um potencial de alta de 22% e de 2,93% para os papeis da empresa, em relação ao fechamento da última terça-feira (21).

A redução dos preços-alvos deve-se às pressões nos custos, atrasos nos inícios de operações de ativos novos e da incorporação da Celg-D nas estimativas. “Decidimos manterr nota de ‘alto risco’ devido às incertezas com relação a renovação das concessões em Geração e Transmissão e às intervenções do governo”, acrescentaram em relatório.

Preferência pelas ON
Segundo o trio de analistas do Citi, eles preferem os papeis ON da companhia tendo em vista que, além de esperarem um retorno maior para ela, aguardam também maior alavancagem ao crescimento dos dividendos por parte delas. “Vale destacar que nas ON há um alinhamento de interesses junto ao acionista controlador, que é o governo, cque detém uma fatia de 79% da empresa”, disseram.

A equipe adiciona que necessidade de que a companhia contribua indiretamente com a política fiscal ao sustentar bom fluxo de proventos para o Tesouro Nacional, o que deve manter o percentual do dividendo acima do mínimo de 25%.