Após feriado, Ibovespa Futuro destoa do front externo e cai

Lá fora, o bom humor é garantido pela liberação de recursos aos bancos espanhóis e dados sobre a indústria do Reino Unido

Publicidade

SÃO PAULO – Descolado do bom humor externo, o Ibovespa Futuro sugere uma abertura em campo negativo no pregão desta terça-feira (10), após o feriado estadual em São Paulo. Há pouco, os contratos com vencimento em agosto caíam 0,21%, negociados aos 55.750 pontos.

Na véspera, quando a BM&FBovespa estava inoperante, o Brazil Titans, índice que compila os principais ADRs (American Depositary Receipts) fechou em queda de 1,17%, aos 26.994 pontos, puxado pelo declínio de papéis ligados ao setor de commodities. 

Lá fora, o movimento positivo acontece depois que os líderes da Zona do Euro se comprometeram a acelerar a liberação de recursos para os bancos espanhóis, e o Reino Unido apresentou dados melhores do que o esperado sobre o setor industrial.

Apoio à Espanha
Durante reunião realizada na véspera, o Eurogrupo chegou a um acordo sobre as condições do empréstimo que dará à Espanha para recapitalizar os bancos do país e decidiram disponibilizar € 30 bilhões até o final do mês como “contingência”. 

Além do acordo sobre a ajuda aos bancos, os ministros de Finanças concordaram em dar ao país mais um ano, até 2014, para diminuir o déficit público dos 8,9% atuais a menos de 3%.

Reino Unido
Na agenda europeia, a produção das fábricas no Reino Unido aumentou 1,2% em maio ante o mês anterior, informou o ONS (Escritório Nacional de Estatísticas). A previsão de analistas era de queda de 0,1%. A produção industrial geral cresceu 1%.

Continua depois da publicidade

Europa no radar
Para esta terça-feira ainda está prevista uma reunião dos ministros de Finanças da União Europeia, além do resultado de uma importante decisão da Corte Constitucional da Alemanha sobre a emenda ao pacto fiscal do bloco.

Rating brasileiro
A agência de classificação de risco Standard & Poor’s elevou o rating de dívida de curto prazo brasileiro de A-3 para A-2. Contudo, a elevação é fruto de uma mudança de metologia, e não em uma melhora no perfil de crédito nacional, de acordo com a agência. O rating de longo prazo manteve-se inalterado em “BBB”, em grau de investimento.

Agenda morna
Por aqui e também nos EUA, a agenda de indicadores econômicos é fraca. Sem previsão de dados sobre a economia norte-americana, o mercado repercute apenas a pesquisa industrial: emprego e salário do mês de maio, a qual é elaborada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Continua depois da publicidade

Em Wall Street, o foco recai sobre o front corporativo, depois que a Alcoa deu início à temporada de balanços do segundo trimestre. A produtora de alumínio registrou prejuízo de US$ 2 milhões entre abril e junho.

China decepciona
Do lado negativo,  o superávit comercial da China subiu para US$ 31,7 bilhões em junho, de US$ 18,7 bilhões em maio. 

O resultado deve-se principalmente ao fraco crescimento das importações, uma possível indicação de que a demanda doméstica da China está perdendo força.