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SÃO PAULO – Após encontro na última semana com representantes de Usiminas (USIM3), CSN (CSNA3) e Gerdau (GGBR4), além de investidores, no Guarujá – São Paulo, o Santander declarou que está muito cauteloso com o setor siderúrgico brasileiro, principalmente por conta dos elevados múltiplos e pelo potencial de fracas performances operacionais em 2010.
Segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (24), o encontro mostrou o quanto as siderúrgicas foram afetadas pela crise e como os investidores estão se sentindo em relação ao setor. “Nós estaremos revendo nossos modelos depois das impressões obtidas durante a conferência e as recentes alterações nas estimativas macroeconômicas”, declarou o Santander.
Para sentir qual era a impressão do mercado em relação ao setor, o Santander realizou uma pesquisa com 15 investidores, que revelou que, de modo geral, o sentimento é pessimista. Foram feitas três perguntas com três opções de respostas. O resultado mostrou que a companhia que mais preocupa os investidores é a Usiminas, enquanto a CSN os deixou com uma impressão positiva após o encontro.
Companhias
Sobre a Gerdau, os analistas destacaram que as operações no Brasil estão se recuperando, porém ainda permanecem longe do melhor patamar da companhia. Segundo a instituição, a siderúrgica acredita que as estimativas de R$ 6,5 bilhões para o Ebitda (geração operacional de caixa) em 2010 são positivas e a Gerdau não pretende elevar o preço de seus aços longos no Brasil ao menos até o final deste ano.
Para a Usiminas, os analistas destacaram que a companhia vem tentando implementar um aumento entre 10% e 15% nos preços para os distribuidores em setembro, o que, se confirmado, deverá impactar os resultados do último trimestre deste ano. O Santander afirmou, ainda, que espera uma melhora gradual nas margens operacionais da siderúrgica, tendo a administração se mostrado cautelosa frente às projeções para o próximo ano, quando são previstas margens de até 30%.
Sobre a CSN, os analistas ressaltaram que a saída de caixa total da companhia com a liquidação da dívida em capital é de R $ 2,0 bilhões, o que é compensado pelo crédito obtido com a Caixa Econômica Federal. Além disso, destacam que a companhia estima um volume de vendas no montante de 1,2 milhão de toneladas de aço durante a segunda metade do ano, utilizando toda a sua capacidade.