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SÃO PAULO – Um dia depois de elevar o rating dos títulos públicos do Chile em moeda estrangeira, a agência de classificação de risco Moody’s decidiu nesta terça-feira (24) aumentar de “A2” para “A1” as notas de depósito de longo prazo de alguns dos principais bancos do país, além de alterar a perspectiva destes títulos para positiva.
De um modo geral, a agência atribuiu a decisão à solidez financeira das instituições, que permanecem resilientes aos choques externos trazidos pela crise internacional. Entre os beneficiados pelo anúncio destacam-se o Santander e o Banco do Chile, atualmente os dois maiores bancos privados do país.
Segundo a Moody’s, os ratings das respectivas instituições haviam sido colocados em revisão para possível upgrade em 20 de novembro do ano passado, mesma data em que a agência elevou a nota dos títulos públicos em moeda local do Chile para “A1”.
Com a mudança da última segunda-feira, a agência eliminou a diferença entre as notas dos títulos chilenos em moeda estrangeira e moeda local. Para isso, foi levado em conta o bom posicionamento do país frente à crise devido à posição de ativos estrangeiros do governo e seu sólido balanço, que colocam o Chile no status de credor líquido.