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SÃO PAULO – O dólar comercial fechou em queda nesta quinta-feira, na menor cotação em mais de dois anos e meio, com os investidores reagindo à sexta elevação consecutiva da taxa Selic na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) da última quarta-feira.
Nem mesmo o leilão de compra realizado pelo Banco Central no final da sessão foi capaz de reverter a trajetória da moeda norte-americana. De acordo com operadores de mercado, o BC teria comprado dólares com taxa de corte de R$ 2,57. Após a operação, a moeda ampliou as perdas da sessão.
Copom eleva Selic para 18,75% ao ano
O Copom elevou a Selic pela sexta sessão consecutiva na última quarta-feira. Com o aumento de 50 pontos base, a taxa atingiu o patamar de 18,75% ao ano. Com o aumento, a taxa atinge o maior patamar desde outubro de 2003.
No comentário que seguiu a divulgação da decisão sobre o juro, o comitê repetiu a justificativa das últimas reuniões, dizendo estar “dando prosseguimento ao processo de ajuste da taxa básica de juros”, que foi interpretado como uma sinalização do comitê de novas altas nos próximos encontros.
A elevação foi recebida com pessimismo pelos empresários, que alegam já estar sentindo os efeitos dos juros altos. O presidente em exercício, José de Alencar, também criticou o atual patamar da Selic, dizendo que o Brasil dispara na liderança mundial das taxas de juros reais.
Risco-país abaixo dos 400 pontos
Também pressionou a cotação da moeda norte-americana, o baixo patamar atingido pelo risco-país nesta quinta-feira. O indicador voltou a operar abaixo dos 400 pontos pela primeira vez desde janeiro deste ano. Durante a sessão o risco-país chegou a tocar os 393 pontos.
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O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Guido Mantega, já havia previsto a queda em entrevista coletiva na quarta-feira, destacando a queda do indicador como condição essencial para a redução das taxas de juros do país.
Os índices de preços divulgados nesta quinta-feira também recuaram. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas verificou inflação de 0,49% na segunda quadrissemana de fevereiro abaixo dos 0,52% da última medição.
Da mesma maneira, o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) da Fundação Getúlio Vargas também desacelerou no período. A inflação medida foi de 0,31%, abaixo dos 0,42% verificados na última medição.
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Dólar fecha sessão em queda
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,5600 na compra e R$ 2,5630
na venda, baixa de 0,70% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,8570, representando um ágio de 11,60%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 1,76% em fevereiro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 3,39%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março
encerrou o dia cotado a R$ 2.572,
forte baixa de 0,77% em relação ao fechamento
de R$ 2.592
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em abril, por sua vez, fechou em forte baixa de 0,76%,
atingindo R$ 2.610 frente
à R$ 2.630 do fechamento de
ontem.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,90% para abril de 2005, com alta de 0,04 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior. Já o contrato referente janeiro de 2006, encerrou a 3,28%, alta de 0,03 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.
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