Após dupla intervenção do BaCen, dólar comercial fecha com alta de 0,35%

Meirelles afirmou ainda que BC vai continuar comprando dólares para conter pressão cambial; moeda encerra abril com queda de 2,41%

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SÃO PAULO – Após alternar entre perdas e ganhos durante boa parte do intraday, o dólar comercial conseguiu fechar esta sexta-feira (30) com valorização de 0,35%, impulsionado pela dupla intervenção do BaCen no câmbio, sendo cotado na venda a R$ 1,738. Crescimento econômico dos EUA e novidades sobre a Grécia também repercutiram nos negócios.

Mesmo com a variação positiva desta sessão, a moeda norte-americana terminou a semana depreciada em 1,47%. Com isso, ela fechou abril com desvalorização de 2,41%, alcançando seu terceiro mês consecutivo em declínio.

Intervenções
Assim como na véspera, o Banco Central do Brasil teve atuação dupla no câmbio por meio de compras de dólares via leilão no mercado à vista. A primeira operação ocorreu por volta das 12h30 (horário de Brasília), tendo uma taxa de corte de R$ 1,7312. Já a segunda ocorreu entre as 15h17 e as 15h27, com uma taxa aceita de R$ 1,7342.

Além disso, o presidente do BC, Henrique Meirelles, afirmou que a autoridade monetária vai continuar captando reservas como forma de combater a pressão sobre o câmbio, por conta do maior fluxo esperado na entrada de capital no País, tendência que deve se agravar após a recente elevação da taxa de juro brasileira, anunciada na última quarta-feira (28).

“Se continuar havendo excesso de entrada de recursos, eles serão absorvidos normalmente à medida que ainda temos espaço para adquirirmos reservas e aumentarmos a resistência do país”, disse Meirelles, após o encontro do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central.

Referências internacionais
Na agenda econômica internacional, o principal destaque ficou com a primeira prévia do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos, que indicou um crescimento anualizado de 3,2% do país durante o primeiro trimestre do ano, resultado levemente abaixo do que esperavam os analistas (3,3%). No trimestre anterior, o indicador havia relatado expansão de 5,6%.

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Atravessando o Atlântico, novas referências acerca da economia grega movimentaram os investidores. O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, declarou que confia na finalização de um pacote de ajuda à Grécia nos próximos dias. Conforme o Financial Times, o governo helênico já aceitou um suporte financeiro de até € 24 bilhões, assumindo rigorosas medidas de controle fiscal como contrapartida.

As novidades foram bem interpretadas pelos mercados e ajudaram a amenizar as preocupações em torno da situação fiscal dos gregos, contribuindo para que o euro fechasse com significativa valorização em relação à divisa norte-americana.

Dólar a R$ 1,738
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7360 na compra e R$ 1,7380 na venda, alta de 0,35% em relação ao fechamento anterior.

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Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 2,41% em abril, frente à baixa de 1,55% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 0,18%.

Dólar futuro na BM&F também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio  encerrou o dia cotado a R$ 1.731, leve alta em relação ao fechamento de R$ 1.730 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em alta, atingindo R$ 1.748 frente à R$ 1.742 do fechamento de ontem.

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7370000.

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FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,22% para julho de 2010.