Após duas sessões em alta, dólar comercial fechou em forte queda

Cenário favorável ao ingresso de recursos e um movimento de ajuste de posições pressionaram a moeda norte-americana

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SÃO PAULO – Depois de registrar alta nas duas últimas sessões, o dólar comercial fechou em forte queda nesta segunda-feira, refletindo um cenário favorável ao ingresso de recursos.

Além disso, um movimento de ajuste de posições contribuiu para a desvalorização da moeda norte-americana nesta sessão.

Vale citar ainda que a balança comercial brasileira, referente à última semana, registrou saldo positivo superior a US$ 1 bilhão, corroborando um panorama ao ingresso de recursos.

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Atuação sem sucesso

Dando seqüência aos leilões diários desde o início de julho, o Banco Central realizou uma nova intervenção no mercado de câmbio à vista nesta segunda-feira.

A autoridade monetária aceitou nove propostas, com taxa de corte definida em R$ 2,137.

Dólar comercial fecha em queda

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,1300 na compra e R$ 2,1330

na venda, baixa de 0,70% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,3420, representando um ágio de 9,95%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 1,89% em agosto, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 8,18%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro
encerrou o dia cotado a R$ 2.138,
baixa de 0,67% em relação ao fechamento
de R$ 2.152

da última sexta-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, fechou em baixa de 0,60%,
atingindo R$ 2.152 frente
à R$ 2.165 do fechamento de
sexta-feira.

Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 2,134.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 5,27% para outubro de 2006, queda de 0,1 ponto percentual em relação à cotação do último ajuste.