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SÃO PAULO – Após duas sessões em alta, o dólar comercial fechou em queda nesta quinta-feira, mesmo depois dos dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) terem acenado para de cortes maiores na Selic em 2006.
O indicador do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apurou inflação de 0,36% em dezembro, em linha com as expectativas do mercado, porém revelando desaceleração frente ao 0,55% apurado no mês imediatamente anterior.
As perspectivas de que o Copom (Comitê de Política Monetária) possa acelerar o processo de afrouxamento monetário vem ganhando força desde a publicação dos dados da produção industrial no início da semana.
BC mantém ritmo de intervenções
Nesta quinta-feira, a entidade realizou o vigésimo sexto leilão de swap cambial reverso consecutivo e vendeu 8.600 do total de 8.800 contratos ofertados. O volume financeiro foi de US$ 405,9 milhões.
O BC também comprou dólares no mercado à vista nesta quinta-feira e, segundo operadores de mercado, teria aceitado 2 propostas, com corte a R$ 2,2645.
Dólar encerra em queda
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,2658 na compra e R$ 2,2660
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na venda, baixa de 0,61% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,4700, representando um ágio de 9,01%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 2,45% em janeiro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 2,45%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em fevereiro
encerrou o dia cotado a R$ 2.273,
forte baixa de 1,00% em relação ao fechamento
de R$ 2.296
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em março, por sua vez, fechou em baixa de 0,31%,
atingindo R$ 2.302 frente
à R$ 2.309 do fechamento de
quarta-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,57% para março de 2006, estável em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2007, encerrou a 4,62%, queda de 0,07 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.