Após discurso de Mantega, risco-País fecha em alta de cinco pontos

Em Paris, ministro da Fazenda afirma que o Brasil poderá adotar mais medidas para controlar o fluxo de capital

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SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou a sessão dessa sexta-feira (18) em alta de cinco pontos-base, atingindo 172 pontos. Frente ao fechamento da última sexta-feira (11), o indicador apresentou queda de seis pontos-base. 

O destaque do dia ficou por conta do encontro dos ministros das Finanças do G-20, em Paris. Durante o encontro, representantes das vinte maiores economias globais discutem temas como o controle do fluxo de capital e o limite para acumulação de reservas.

Na ocasião, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o Brasil adotará mais medidas para controlar os movimentos de capitais se for preciso. “Se houver um grande fluxo, então nós teremos de adotar novas medidas”, afirmou. De acordo com o ministro, se o Brasil não tivesse adotado medidas para conter o fluxo de recursos externos, o dólar estaria cotado abaixo de R$ 1,50.

Elevação do compulsório na China
Além disso, no front internacional, o PBoC (Banco Popular da China) aumentou em 0,5 ponto percentual o compulsório bancário, com a nova taxa passando a vigorar a partir da próxima quinta-feira. Um movimento desse tipo já estava no radar dos investidores, mas mesmo assim pesou sobre as bolsas nesse pregão, já que renova os temores quanto a medidas adicionais que podem ser adotadas para controlar a inflação na segunda maior economia do mundo.

Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em queda de 0,16% na noite dessa sexta-feira, cotado a 133,33 centavos de dólar. No fechamento semanal, o título registrou queda de 0,24%.

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 172 pontos-base.

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O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.

Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.