Após discurso de Draghi, bolsas de Madri e Milão disparam de 4%

Além disso, rendimento dos títulos de dívida espanhóis caíram para abaixo de 6% pela primeira vez desde junho

Publicidade

SÃO PAULO – Depois do plano anunciado pelo presidente do BCE (Banco Central Europeu), Mario Draghi, o rendimento dos títulos da dívida espanhola para dez anos caíram para abaixo de 6% pela primeira vez desde junho, enquanto as bolsas de Madri e Milão dispararam mais de 4% nesta sexta-feira (6).

No mercado secundário de dívida europeia, o juro exigido pelos investidores para os títulos espanhois despencou 6,16% sobre o último fechamento. Seguindo esse otimismo, o índice de ações de Madri Ibex 35 terminou o dia com forte alta de 4,91% aos 7.862 pontos. Já o FTSE MIB, de Milão, avançou 4,31%, para 15.780 pontos. Assim como na Espanha, os yields de dez anos italianos também apresentaram um bom recuo, fechando em 5,26%, o que representa uma queda de 4,59% em relação ao último fechamento.

Nas bolsas europeias o cenário também foi de otimismo após as palavras de Draghi, sendo que o indicador Euro Stroxx 50, que reúne as blue chips da zona do euro, encerrou com alta de 3,2%, para 2.520 pontos, sendo a sua maior alta em seis meses. Além disso, o índice FTSEurofirst 300, das principais ações europeias, fechou com avanço de 2,23%, aos 1.103 pontos.

O plano de Draghi
Esta manhã, o presidente do BCE (Banco Central Europeu), Mario Draghi, anunciou um novo plano para compra ilimitada de títulos públicos de países da zona do euro, com vencimentos entre um e três anos. Entretanto, essa compra virá com estritas condicionalidades, como a exigência por reformas econômicas.

O BCE informou que as compras dos títulos só irão ocorrer caso algum país peça ajuda. Além disso, para o presidente da autoridade monetária, a instituição não está violando o artigo 123 do tratado de Maastricht, já que as operações se limitam ao mercado secundário.

Apesar de grande adesão dos membros da instituição, o plano não foi unanimidade dentro da instituição, sendo que Jens Weidmann, presidente do banco central alemão, votou contra.


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.