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SÃO PAULO – Após forte volatilidade, o Ibovespa tenta firmar uma tendência de alta na manhã desta terça-feira (7), seguindo o desempenho das bolsas internacionais. Por volta das 10h40 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira apontando variação positiva de 0,77%, a 55.856 pontos, após chegar a cair mais de 0,3% no começo do dia.
Lá fora, o dia é predominantemente positivo, com Europa e Ásia atingindo novas máximas, enquanto o índice norte-americano S&P 500 tenta renovar sua nova máxima histórica obtida na véspera. O movimento positivo deve-se principalmente às boas referências vindas da Europa, tanto na agenda econômica quanto na temporada de resultados corporativos.
Blue chips em alta
Já por aqui, essa volatilidade reflete principalmente o movimento da OGX Petróleo (OGXP3), que responde pela 3ª maior participação no índice, com cerca de 5%. Após chegar a cair 5% no começo do pregão, os papéis da petrolífera de Eike Batista viraram e passam a subir 2,037%, cotadas a R$ 2,01. Embora a empresa tenha mostrado queda na produção de óleo em abril, os investidores seguem na expectativa de que parte da empresa seja vendida para a Petronas pelo valor de US$ 850 milhões – tal evento colaborou para a disparada dos papéis OGXP3 no pregão anterior.
As ações de Petrobras (PETR3, PETR4) e Vale (VALE3, VALE5), que respondem às duas maiores participações do Ibovespa, também passaram a mostrar uma alta mais consolidada nesta manhã, após um começo de dia morno. Juntas, os 4 ativos destas duas empresa representam mais de 20% da carteira teórica.
Resultados decepcionam por aqui
Diferente do que foi visto na Europa, as compahias que divulgaram resultados por aqui antes do pregão decepcionaram os investidores e suas ações mostram queda nesta terça. É o caso da Telefônica Brasil (VIVT4, -1,85%, R$ 53,15) e Gerdau (GGBR4, -3,49%, R$ 14,92). A holding da siderúrgica, a Metalúrgica Gerdau (GOAU4) vê seus papéis caírem 3,86%, a R$ 18,92.
A agenda brasileira de resultados contou também com os balanços de outras empresas do Ibovespa, como ALL (ALLL3) e Itaúsa (ITSA4). Para ver como foram os números divulgados, clique aqui.
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Sessão positiva no exterior
Lá fora, o dia segue positivo após o S&P 500 bater na véspera nova máxima histórica, apontando alta de cerca de 140% desde sua mínima cinco anos atrás.
O movimento é acompanhado pelos mercados europeus, que voltam às máximas dos últimos dois anos em meio aos resultados surpreendentemente positivos do setor financeiro. As ações de Crédit Agrícole, Société Génerale, Commerzbank e HSBC, além da seguradora Allianz, sobem após todas elas apresentarem números acima do esperado em seus balanços trimestrais. Dessa forma, os índices acionários alemão, italiano e francês sobem entre 0,7% e 1,4% nesta manhã.
Além dos bons resultados de bancos europeus, os investidores repercutem dados melhores que o esperado da economia do velho continente. Enquanto a França reportou queda de 0,9% em sua produção industrial, ante expectativa de queda de 0,2%, a Alemanha ressurge com alta de 2,2% nos pedidos feitos à indústria. O mercado esperava queda de 0,4% no indicador.
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Ásia: máxima desde 2008
Na Ásia, o índice Nikkei, do Japão, fechou a sessão em sua maior alta em cinco anos, impulsionado pelo otimismo do mercado e pela desvalorização do iene frente ao dólar. O Banco do Japão tem apostado numa política de enfraquecimento monetário para conseguir atingir uma inflação de 2%.
O índice fechou em 14.000 pontos, maior nível desde junho de 2008.