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*Atualizado às 16h53
SÃO PAULO – À espera de uma conclusão do julgamento sobre o uso de amianto crisotila no Brasil pelo STF (Supremo Tribunal Federal), as ações da Eternit (ETER3) vêm registrando forte volatilidade no pregão desta quarta-feira (31). Após chegarem a registrar perdas de 8,84% na sessão antes do início do julgamento, marcado para as 15h (horário de Brasília), as ações da companhia amenizaram as perdas. Às 16h52, os papéis ETER3, caíam 2,83%, aos R$ 8,57.
O volume financeiro das ações da companhia também foi bastante expressivo. Até este horário, os papéis ETER3 registravam movimentação de R$ 3,26 milhões – bem acima da média diária dos últimos 21 pregões, de R$ 1,46 milhão.
Vale ressaltar que, caso o uso do amianto crisolita seja proibido no Brasil, a empresa deve sofrer fortes pressões sobre o crescimento, uma vez que a venda do insumo “in natura” representa 30% da receita consolidada da empresa.
Com a proibição do amianto no Brasil, a empresa optaria por substituir o uso do insumo por fibra sintética, segundo aponta Adriano Moreno, da Futura Investimentos. Entretanto, isso poderia prejudicar as margens da companhia. O custo do insumo alternativo apresenta um custo superior, logo, para a Eternit manter suas margens, necessitaria repassar os custos aos clientes.
Procurada pelo portal InfoMoney, a assessoria da Eternit afirmou que só iria se pronunciar após o julgamento das três Adins (Ações Diretas de Inconstitucionalidade) pelo STF. Duas destas ações foram propostas pela CNTI (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria) contra leis de São Paulo e do Rio Grande do Sul que proibiram a venda de produtos à base e amianto, sendo que a terceira foi movida pela ANPT (Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho) – questionando a lei que autoriza o uso controlado do mineral no País.
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Vale ressaltar que a companhia realizará uma teleconferência sobre a decisão do STF às 9h da próxima quinta-feira.