Publicidade
SÃO PAULO – Vindos de dois dias consecutivos de alta, os contratos futuros de alumínio demonstraram grande volatilidade em Londres na quinta-feira (20). Rumores de elevação na produção e, conseqüentemente, oferta do metal, impuseram um movimento de queda superior a 1,5% ao longo da sessão, mas, ainda assim, o metal fechou em expressiva alta.
De acordo com a London Metal Exchange, os estoques do metal monitorados subiram cerca de 3 mil toneladas desde a última verificação, atingindo nível superior a 920 mil toneladas, maior patamar desde julho de 2004.
Utilizado principalmente na fabricação de automóveis e latas de bebida, o metal atingiu um recorde de 3,23 milhões de toneladas em agosto, valor 14% superior ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados publicados pela Associação Internacional do Alumínio.
Mas, aliadas a estes dados, as expectativas de elevação no consumo mundial, e sólida demanda chinesa pelas commodities apoiaram uma recuperação para os contratos futuros.
Forte volatilidade
O alumínio para entrega futura em três meses encerrou em alta de 3,30%, cotado a US$ 2.446 a tonelada na London Metal Exchange.
Ao longo da sessão, o metal chegou a ser negociado em baixa de 1,7%. Neste ano, a cotação da commodity acumula queda de 13%.