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SÃO PAULO – Após registrar sua maior queda diária desde 2011 na última sexta-feira (23), o dólar comercial voltou a subir forte nesta sessão. Às 15h10 (horário de Brasília), a moeda norte-americana registrava alta de 1,51%, a R$ 2,3870 na compra e R$ 2,3890 na venda. Na última semana, o Banco Central anunciou um novo programa de leilões para tentar controlar e conter o recente rali da divisa, que acumulava alta de mais de 17% de maio até a sexta.
Seguindo o programa do governo, nesta segunda foi realizado um leilão de swap cambial – equivalente à venda de dólares no mercado futuro – que totalizou US$ 497,9 milhões, com a negociação de todos os 10 mil contratos ofertados.
De acordo com o programa, ocorrerão leilões todos os dias até o final do ano de duas maneiras: de segunda a quinta-feira, serão ofertados US$ 500 milhões por dia no mercado por meio de swap cambial. Já na sexta-feira, será realizado um leilão de linha – venda de dólar no mercado à vista com compromisso de recompra – no valor de US$ 1 bilhão. Após o anúncio, feito na noite de quinta, o dólar registrou queda de 3,23% na última sessão.
Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo publicada no sábado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reforçou o discurso de que o governo irá combater a volatilidade do mercado, e que quem especular para a alta será prejudicado. “É bom deixar claro que essa pressão do dólar, no nosso caso, não é saída de capitais, não é perda de reservas, como em outros países. Aqui é hedge e especulação”, afirmou o ministro.
Mantega ainda disse que esse movimento de alta puxado por especuladores e investidores em busca de hedge está localizado no mercado de dólar futuro. Nesta segunda-feira, o dólar futuro com vencimento em setembro, negociado na BM&F, registrava alta de 1,79%, cotado a R$ 2,395, no mesmo horário.