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Após BC intervir, real perde posto de pior moeda do mundo para o iene

Ambas as moedas acumulam desvalorização ante o dólar em 2012, porém, políticas diferentes dos governos de cada país ajudam para inversão de posições

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Brazilian Currency – One Real Coins .

SÃO PAULO – Com as recentes intervenções do Banco Central no mercado cambial, o real deixou de ser a pior moeda entre as principais do mundo, trocando de posto com o iene japonês, de acordo com o portal Bloomberg. Ambas as moedas passam por situação de forte desvalorização no ano, mas os governos dos dois países têm mostrado planos diferentes em relação às suas divisas.

Desde outubro, a moeda japonesa vêm passando por um período de forte desvalorização ante o dólar norte-americano. Além disso, o recém eleito primeiro-ministro do país, Shinzo Abe, está reforçando políticas de afrouxamento do iene para dar mais suporte à sua economia.

Na última sessão deste ano, nesta sexa-feira (28), a moeda japonesa fechou cotada a 86,18 ienes por cada dólar, encerrando o ano com desvalorização de 10,76%.

No Brasil, o real também tem apresentado um ano de forte desvalorização ante o dólar, o que fez com que a moeda atingisse o patamar de pior moeda entre as principais divisas do mundo. Porém, as recentes intervenções do Banco Central tem ajudado a moeda a se recuperar.

Desde o mês passado, o governo tem tomado diversas medidas enquanto o Banco Central realizou diversos leilões cambiais com a intenção de controlar melhor as cotações. Após um forte rali da moeda entre o fim de novembro e começo de dezembro, quando o dólar chegou a ser cotado a R$ 2,12, o governo passou a mostrar receio em relação à inflação no país e passou a agir para que as cotações fiquem a patamares mais próximos de R$ 2,05.

Na última segunda-feira, o real ainda mantinha o posto de pior moeda do mundo – quando tinha perdas de 10,25% em 2012 -, porém, com as quedas registradas nesta semana, a moeda se recuperou e até o fechamento de quinta-feira a desvalorização no ano acumulava 8,64%, cotada a R$ 2,0434 para cada dólar.